No processo de sucessão, acontecem muitas situações, e uma delas é sequência ou a mudança dos valores e visão empresarial entre as gerações. Muitas vezes, o sucesso do fundador da empresa está na sua capacidade visionaria e princípios empresariais. Essas duas variáveis vão influenciando toda a tomada de decisão que o leva para o sucesso e/ou o fracasso empresarial.
O detalhe ou o engraçado é quando a empresa é bem sucedida e consegue superar os desafios no decorrer do tampo. Enquanto a próxima geração que vem suceder, não dá continuidade a visão de futuro traçada pelo fundador e principalmente aos seus princípios. A visão de futuro pode até ter necessidade de ser renovada, mas na sociedade os princípios e valores não mudam, mas cultivam a credibilidade e o relacionamento com os clientes e com todos os funcionários que contribuem para história daquela empresa.
Diante disso, os novos sucessores, quando não seguem entender os princípios e valores empresariais instalados, plantam a semente do fracasso da empresa e mancham a imagem corporativa. O que se deve refletir que o processo de sucessão, não é o processo de transição da juventude que nega e se rebela com os referenciais paternos. E sim, a empresa é um ser vivo que tem o espírito e o pensar do fundador instalado, além de se fazer necessário compreender que para se realizar qualquer intervenção e assumir o comando deve-se compreender primeiro a realidade da empresa.
Pingback: Empresa familiar e seus sucessores « Mundo Sebrae
Conceição,
Como você bem observou, muita coisa rola na sucessão,.
A questão dos valores, ideais e príncipios dos fundadores é sempre um contraponto para os “herdeiros”.
Se a primeira geração fez capital do trabalho pela exploração de oportunidades percebidas com o negócio; geralmente a segunda geração chega ao poder não mais com a “gana do trabalho” mas com a missão de controlar e expandir esse capital, agora patrimônio, herdado!
Esta obrigação exerce uma pressão incomôda em quem realmente muitas vêzes é obrigado apenas a suceder!
Quantas outras empresas e empresários se veem sem horizontes quando descobrem que só lhes resta virar fundação ou doação, já que os “sucessores” nem se interessam pela empresa!