Modelos de negócios para consumo colaborativo.

Como já foi falado no artigo o que é consumo colaborativo?  Existe três propostas de negócios que promovem o consumo colaborativo:

  • Sistemas de serviços de produtos – SSP
  • Estilo de vida colaborativo
  • Mercados de redistribuição

Essas abordagens vem resgastar de forma contemporanea a mentalidade da poupança e reutilização que foi fortemente combatida pós-guerra para que todos adotassem a cultura do hábito do descarte, gastar dinheiro com “coisas novas”, além de acumular coisas em casa ou em depósitos alugados. Coisas ou objetos esses que você só utilizou uma vez ou de vez em quando.

Diante disso surge uma tomada de consciência da forma de consumir e promovendo novos comportamentos e demandas no mercado, como Jeff Boudier da Zilok falou em seu depoimento no youtube: “Com os recursos limitados que temos na Terra, o próximo passo para a conservação é, em vez de apenas comprar coisas, compartilhá-las”.

Seguir segue alguns exemplos dos modelos de negócios:

Estilo de vida colaborativo

É a própria promoção do estilo de vida colaborativo e financeiramente inteligente, elaborando negócios que viabilize a logística e plataformas na web com o objetivo de saber consumir e não se ter simplesmente a propriedade. Atenção – não confundir com caridade ou limitação de renda pessoal.  A seguir alguns negócios já consolidados internacionalmente:

Sistemas de serviços de produtos –SSP

Articulado entre pessoa juridical e pessoa física ou em pares, isto é, entre pessoas físicas, havendo regras e remuneração nas transações.Temos como exemplo:

Mercados de redistribuição

Esse modelo é baseado em troca livre por uma moeda simbólica de valoração ou vendidos simplesmente, permitindo a reutilização dos produtos, tais como:

Todas esses negócios estão revolucionando o mundo e a forma de pensar das pessoas, ao mesmo tempo é um potencial mercado que pertuba setores tradicionais centrados na propriedade exclusiva. Esse empreendimentos terão que rever para uma visão da maximazação do uso, eficiência ambiental e de negócios, além da inclusão da prestação de serviços.

O que é consumo colaborativo?

O consumo colaborativo trás uma oportunidade de negócio com baixo investimento e uma mentalidade de um consumo consciente para si e para quem usufruem desses negócios.

Este artigo dará o início de vários artigos para explorar o máximo sobre a temática.

O consumo colaborativo permite que as pessoas percebam a possibilidade de economizarem seus recursos pessoais, façam novos amigos e se tornem cidadãos ativos. As pessoas que adotam esse tipo de consume promovem um novo comportamento em detrimento do hiperconsumo.

O hiperconsumo promove a persuasão de se consumir muito a partir das situações de se poder comprar agora e pagar depois, da redução do ciclos de vida dos produtos, tornandos-os obsoletos e indesejáveis rapidamente, além de atender transmitir o desejo de consumir promovendo auto-satisfação e inclusão social.

Diante desse contexto muitas pessoas estão buscando dá sentido aos seus bens e propriedades que estão ociosos ou querem otimizá-los, gerando renda.

As propostas de negócios que promovem o consumo colaborativo são:

  • Sistemas de serviços de produtos.
  • Mercados de redistribuição.
  • Estilo de vida colaborativo.

Essa abordagem de negócio vem crescendo e ganhando maturidade, mas só funciona se quem pretende empreender e os potenciais consumidores comungarem dos meus princípios, tais como:

  • Ter senso crítico quanto ao consumo, aspectos socioambientais e econômicos.
  • Ter capacidade ociosa.
  • Acreditar no bem comum.
  • Capacidade de confiar nas pessoas.

No mundo todo tem possoas usufruindo desse resultado e propaganda uma verdadeira rede colaborativa, troca de recursos e renda.

Fonte: Botsman e Robers (2011)

Você quer empreender no setor 2,5?

Se você pensa em empreender no setor 2,5 é interessante você observer algumas premissas: desejo, praticidade e viabiliade.

Segundo o Human-Centered Design (Design Centrado no Ser Humano), orienta que o ponto de partida é estudar o desejo das pessoas que se pretende influenciar e transformar suas vidas.

Identificar seus desejos e comportamento de como elas lidam com as coisas almejadas. Precisa-se realizar pesquisas de campo, mesmo que você tenha toda uma experiência ou estudado bastante a respeito.

O resultado da pesquisa contribuirá para validar a idéia, além de surgir informações que se possa desenvolver uma abordagem que venha ter maior aderência para o público pesquisado. Ao definir as idéias de negócios e sua abordagem, evolua para a segunda etapa da validação dessa oportunidade de negócio:

  • proposta operacional da abordagem e
  • análise da viabilidade econômica e financeira.

Relembrando, a abordagem do setor 2,5, o empreendimento precisa gerar impacto na base da pirâmide, viável operacionalmente e financeiramente.

Mais detalhes desse processo você poderá ler no manual da HCD.

Sua empresa tem foco?

Existe empresas que estão sem foco de mercado porque seus produtos e serviços possuem diversas finalidades e ou diferentes perfis de clientes. Diante dessa situação, faz-se necessário avaliar todas as possibilidades e depois traçar prioridades. Utilize a tabela abaixo e descreva cada produto e ou serviço a partir da indicação de cada coluna.

 

Produto

Finalidade

Motivação de compra

Perfil de cliente

Oportunidade de venda

Dinâmina financeira

Rede de contato

Prod A Decoração Proporcionar beleza e bem estar

 

Gerar status

Classe A

 

Conhecedor da qualidade

Colecionador

Exposições

 

Indicação de arquitetos

 

 

Poucas vendas

 

Margem alta

 

Produzir por encomenda

Sr XXX

SraYYYY

Prod A Decoração Proporcionar beleza e bem estar

 

Classe B

Bom gosto

Varejo

 

Indicação de amigos

 

Merchandising

Muitas vendas

 

Margem intermediária

 

Produzir em escala

Não conhece varegistas
Prod B Terapeutica Reduzir estresse

 

Restaurar capacidade motora

 

Classe A e B

 

Empático com terapia alternativa

 

Varejo especializado para esses tipos de produtos

 

Vendas e margem intermediária

 

 

 

Conhece potenciais clientes

 

Não conhece potencias vendedores

             

Cada coluna precisa corresponder com a descrição de cada produto citado.

Detalhe:

  1. Descreva cada produto ou serviço
  2. Explane qual a finalidade de uso ou consumo
  3. Qual a motivação de compra? O que leva as pessoas comprarem aquele produto ou serviço?
  4. Qual o perfil de cliente? Qual estilo de vida? Renda? Localização geográfica?
  5. Quais as possibilidades de comercialização? Como conectar os clientes com os produtos? Quais os canais de comercialização?
  6. Qual a dinâmica exigida para a empresa? Qual o ritmo de produção? Qual a projeção financeira? Qual a necessidade de capital de giro?
  7. Quais os potenciais contatos que conheço para viabilizar o processo de comercialização?

A partir dessa descrição, deve-se analisar a realidade atual da empresa, a situação financeira, capacidade de investimento e a visão de longo prazo da empresa.

Priorize e detalhe sua abordagem estratégica e canalize seu tempo e ações!

Lançamento de um empresa nas redes sociais

Fazer o lançamento de uma empresa nas redes sociais, não é só fazer o registro de um login, mas precisa ser profissionalizada para que haja repercussão e gere efetividade.

Lembrando que esse processo precisa ser planejado, como já foi citado nos artigos anteriores. Para ajudar a rever os passos desse planejamento, veja  os seguintes links:

Introdução,  Passos 1 a 3Passos 4 a 6, Passos 7 a 9 , Passo 10.1, Passo 10.2.

E no final e ao mesmo tempo o início de sua grande jornada nas redes sociais, a seguir você terá a explanação dos passos 11 a 13.

 11. Definir o visual da marca e imagem que será utilizada.

Em primeiro lugar, precisa existir coerência com a cultura organizacional e com seus clientes. Tomando essa idéia como ponto de partida, deve-se dar leveza a imagem da empresa nas redes sociais. Eu comparo a marca com nosso comportamento e nossa forma de se vestir para eventos formais e informais. Dessa forma, o comportamento da empresa nas redes sociais seria seu comportamento nos eventos informais que lhe pede um se vestir mais despojado ou casual, além de um comportamento e conversa mais descontraída e informal.

Algumas empresas, às vezes, criam um avatar ou mascote para representar um perfil que venha interegir com os clientes. Outras, elegem alguns colaboradores  ou uma área responsável para representar a empresa nessa interação, como por exemplo, o presidente da empresa, consultores de atendimento, SAC – serviço de atendimento a cliente, assessoria de imprensa, entre outros.

12. Realizar o testes de usabilidade.

É necessário realizar teste de todas as ferramentas que serão utilizadas. Além de não esquecer que o design precisa ser adatável para as diversas tecnologias utilizadas pelos potenciais clientes, como por exemplo, ser acessível em tablet, telefones celulares, netbooks, computadores. Além de poder ser usado o conteúdo nos diversos navegadores e sistemas operacionais.

Tudo isso porque a empresa poderá inserir no seu perfil corporativo conteúdo institucional, informativos, videos, games, enquetes, espaço colaborativo, tira dúvidas, orientações e curiosidades sobre o consumo dos produtos/serviços, links de promoções e ou ações que promovam dinamismo, experiência, emoção, isto é, um espaço interativo com o cliente.

 13. Lançar a empresa nas mídias digitais.

O interessante é elaborar um cronograma de eventos que possam promover o engajamento dos clientes.

Usar bastante a criatividade  para saber utilizar os mais variados canais tradicionais e digitais, mas que todos possam convergir ao acesso a plataforma de redes sociais que os clientes mais se identifiquem, como por exemplo, fun page, foursquare, blogs, twitter, youtube, vimeo, videolog, flickr, picasa, etc.

Tem empresa que começa com uma ação promocional em um espaço público, outras utilizando as mídias convencionais (rádio, tv, revista, jornal), além de divulgar nas próprias redes sociais com video viral, cupons de descontos, entrega de brindes, sorteios,etc.

A proposta precisa ser interessante e gerar uma experiência inusitada aos clientes!

Em que momento devo abrir minha empresa?

Essa pergunta poderá nos levar a vários caminhos: pessoal, financeiro, mercadológico e tantos outros.

Quanto o aspecto pessoal, você deverá refletir o que está lhe motivando abrir uma empresa e se está disposto a enfrentar desafios, além de sua capacidade de perserverar.

Financeiramente, é importante simular a viabilidade, a necessidade de capital de giro, capacidade de gerar o prolabore desejado.

A grande questão está no aspecto mercadológico, pois não terá sentido os demais aspectos se a empresa não houver capacidade de criar uma relação com os clientes. Essa relação deverá estimular os potenciais clientes de consumir os produtos e serviços da sua empresa. Gerar experiências…

Para isso, faz necessário estudar e conhecer o perfil dos potenciais clientes, do mercado e o período do ano em que se mais seu produto e serviços são consumidos. Essas informações poderá contribuir para definer e planejar o melhor período de abrir a empresa.

Essa escolha irá contribuir a ampliar ou reduzir a necessidade de capital de giro para viabilizar a empresa, além de facilitar a capacidade de captar uma cateira de clientes que irá dar vida a empresa.

Diante disso reflita:

  •  O que motiva as pessoas consumirem seus produto e serviços?
  • Qual o perfil dos potenciais clientes: idade, genero, estilo de vida, ambiente social que mais frequenta, renda, se estão presentes nas comunidades das mídias sociais?
  • Qual o período do ano, mês, semana que mais consomem esse tipo de produto e serviço?
  • Qual a quantidade e a periodicidade de consumo?
  • Quais os meios de comunicação e mídia digital mais utilizada?
  • Quais os potenciais produtos e serviços substitutos que concorrerão?
  • Qual a capacidade de compra os clientes precisarão ter?
  • O que faz os potenciais clientes escolher uma empresa da outra para se relacionar?

Essas reflexões ajudará a identificar a janela de oportunidade mais propícia para de lançar sua empresa no mercado.

Respire fundo e não deixe ser levado pela ansiedade e escolha o tempo certo!

Modelo de negócio ou plano de negócio, o que vem primeiro?

Muitos empreendedores não sabem como começar a sua empresa. Para quem dúvidas leia o artigo “modelo de negócio ou plano de negócio: o que vem primeiro?”