Você quer empreender no setor 2,5?

Se você pensa em empreender no setor 2,5 é interessante você observer algumas premissas: desejo, praticidade e viabiliade.

Segundo o Human-Centered Design (Design Centrado no Ser Humano), orienta que o ponto de partida é estudar o desejo das pessoas que se pretende influenciar e transformar suas vidas.

Identificar seus desejos e comportamento de como elas lidam com as coisas almejadas. Precisa-se realizar pesquisas de campo, mesmo que você tenha toda uma experiência ou estudado bastante a respeito.

O resultado da pesquisa contribuirá para validar a idéia, além de surgir informações que se possa desenvolver uma abordagem que venha ter maior aderência para o público pesquisado. Ao definir as idéias de negócios e sua abordagem, evolua para a segunda etapa da validação dessa oportunidade de negócio:

  • proposta operacional da abordagem e
  • análise da viabilidade econômica e financeira.

Relembrando, a abordagem do setor 2,5, o empreendimento precisa gerar impacto na base da pirâmide, viável operacionalmente e financeiramente.

Mais detalhes desse processo você poderá ler no manual da HCD.

Você sabe o que é empresa 2 e meio?

Existem muitos modelos de negócios que atendem muito bem ao mercado de pessoas com alta e media renda, mas não são adequados para baixa renda!

A partir de alguns casos de sucesso na Índia, a Monitor Global e outras instituições começaram avaliar e identificar os modelos de negócios mais adequados para atender as pessoas baixa renda como consumidores e ou empreendimentos que poupe os recursos naturais e que venha promover a redução da miséria.

Esses estudos apresentaram os seguintes modelos que possuem maior aderência. Negócios que são capazes de servir ou incorporar a população da base da pirâmide de modo lucrativo e com escala.

Esses tipos de negócios estão sendo chamadas empresas e ou setor dois e meio. Para que se possa assumir essa denominação, precisa atender dois pré-requisitos:

  • Rentável ou sustentável estrategicamente, sem precisar de subsídios de terceiros de forma continuada.
  • Ter uma proposta clara e com a tomada de decisão de maximização do impacto social, isto é, promover a melhoria e atender a vida das pessoas de baixa renda de forma significativa.

Atualmente se pode visualizar 07 modelos de negócios que você poderá encontrar no mercado nacional e internacional ou com uma modelagem híbrida.

Os modelos que enfocam mais a possibilidade de ser rentáveis e de capacidade de tornar as pessoas de baixa renda consumidoras, são:

1. Pay-per-use – em que os consumidores pagam custos mais baixos para cada uso de uma instalação de propriedade do grupo, produto ou serviço.

 2. No-frills service (remoção de complementos não-essenciais em um produto ou serviço) – serviço que atenda às necessidades básicas dos pobres com preços atraentes, removendo complementos não essenciais. Há possibilidade de gerar fluxo de caixa positivo e os lucros atendendo em larga escala.

3. Paraskilling – reengenharia de serviços e processos complexos em um conjunto de tarefas simples desagregados padronizados que podem ser realizadas por trabalhadores sem qualificação especializada.

4. Shared Channels – canais partilhados, produtos e serviços através de otimização dos recursos ambientais nas cadeias de abastecimento existentes do cliente, permitindo assim que as pessoas de baixa renda paguem e tenham acesso a bens socialmente benéficos, tais como lanternas solares ou produtos com qualidade e insumos reciclados.

E modelos que possibilita a transformação das pessoas de baixa renda como produtores, fornecedores ou trabalhadores, são:

5. Contract Production – contratos com produtores de baixa renda para fornecerem determinados produtos e serviços.

6. Deep Procurement – compra direta nas comunidades carentes, retirando os canais de venda intermediários.

7. Demand-led training – identificar e promover treinamentos para espaços ocupacionais que ficam nas margens do setor formal e informal.

 Na perspectiva internacional, essas modelagens de negócios poderá ser uma das alternativas de crises econômicas, visualizando a base da pirâmide como ator econômico, viabilizando seu poder de escolha. Além de muitos negócios contarem a parceria governamental e de grandes empresas para que todos tenham ganhem socialmente e geração de lucro e renda.

Você está explorando alguma oportunidade de negócio durante o Carnaval?

Para você, empreendedor, que já está aproveitando as oportunidades de Carnaval, seguem algumas dicas que poderão ajudar o seu negócio:

  •  Calcule os custos, para que você tenha um preço que gere ganhos efetivos;
  • Elabore suas metas de vendas;
  • Monitore seus resultados: volume de vendas, produtos e serviços mais procurados e o lucro gerado;
  •  Planeje como você vai demonstrar e apresentar os produtos e serviços durante o processo de venda; Saiba se relacionar com o cliente;
  • Tenha postura profissional; Seja educado e tenha bom senso ao dialogar com os clientes e quando emitir sua opinião; Conheça bem o produto e/ou serviço que está comercializando;
  • Tenha abertura para escutar sugestões e demandas dos clientes;
  • Fique atento com sua aparência: cabelos, vestuário, higiene pessoal – Lembre-se que você contribui com a credibilidade dos negócios;
  • Tenha cartão de visita, para prospectar novas oportunidades de negócios, além da fidelização de clientes;

A forma com que você venha concretizar sua oportunidade de negócio será fundamental para o sucesso ou fracasso do empreendimento.

Sucesso!

Liderança aberta

No novo ambiente organizacional com pessoas conectadas e presentes nas redes sociais provocaram mudanças nos relacionamentos de trabalho e principalmente a relação entre líder e liderado. Os líderes precisam rever seu comportamento, “míope de chefe” de ser controlador e centralizador para postura abertura para construir relacionamento com os liderados, tornando um ambiente colaborativo e efetivo nos resultados da empresa.

As premissas da liderança aberta, segundo a pesquisadora Charlene Li (2011):

  • Respeitar o fato de que seus clientes e funcionários tem poder, se você ainda não acredita nesta afirmação, faça uma pesquisa nas redes sociais sobre as publicacões falam da empresa.
  • Compartilhar sempre para construir confiança. O diálogo diário e a coerência do que é dito e cumprido, vem fortalecer essa relação de credibilidade e confiança.
  • Alimentar a curiosidade e a humildade. Nunca achar que sabe o suficiente e não tenha que aprender com o outro.
  • Manter a abertura responsável. Observar que a responsabilidade tem uma mão dupla e que cada um precisa assumir os erros e acertos, independente da hierarquia ocupada.
  • Perdoar os fracassos. Isso não significa que os fracassos são simplesmente aceitos, mas precisam ser reconhecidos e compreendidos por todos para que não se feche as portas para criatividade.

Reflita sobre suas crenças e comportamento como líder e verifique o que você precisa repensar!

Abrir empresa por necessidade ou por oportunidade?

Dando sequência ao artigo da semana passada, vamos analisar o resultado da pesquisa de sobrevivência das empresas realizada pelo Sebrae a partir da pesquisa do GEM – Global Entrepreneurship Monitor.  O GEM é o maior estudo contínuo sobre a dinâmica empreendedora do mundo desde 1999 até o momento.

Esse estudo da ênfase na observação da motivação de iniciar uma atividade empreendedora, resultando a definição de empreender por necessidade ou por oportunidade, que tem o seguinte conceito:

Por necessidade significa abrir uma empresa por falta de melhores alternativa profissional. Falta emprego ou o salário oferecido no mercado não corresponde a sua necessidade de renda. Muitas pessoas buscam abrir uma empresa como uma grande alternativa de sobreviver financeiramente.

Por oportunidade significa, como próprio nome já diz, iniciaram sua empresa por visualizarem uma oportunidade de mercado e geração de melhoria de vida.

Na economia é mais favorável a abertura de empresa por oportunidade, entretanto, não se pode deixar de lado os empreendimentos abertos por necessidade, pela força das circunstâncias, tornem-se empreendimentos de sucesso de contribuam para o fortalecimento da economia.

Um dos fenômenos que também acontece é quando os ambientes onde ocorre um grande volume de investimento, transformando a economia local. A maioria das pessoas que empreenderam por necessidade, começam a migrar, isto é, começam a fechar seus negócios ou o repassam! Diante do simples fato de estarem com um negócio só por falta de emprego!

Outras pessoas, intensificam seus negócios e renovam toda sua forca de venda para atender o mercado que está aquecido e para lidar com novos concorrentes que são atraídos por esse cenário.

Então será que a quantidade de empresas que fecharam em Pernambuco nesses últimos dois anos, desmascararam a motivação de empreender por necessidade?

Sobrevivência das empresas x cenário de oportunidades

Diante dos dados apresentados pelo Sebrae da pesquisa sobre a sobrevivência das empresas, mostra que o estado de Pernambuco foi o que obteve o pior índice da sobrevivência das empresas durante os dois últimos anos.

Essa informação parece se contraditória quando olhamos para todos os investimentos que o estado está vivenciando. Podemos até se dizer que Pernambuco encontra-se em um verdadeiro canteiro de obras e não parando de entrar grandes investimentos.

Esse contexto nos leva a hipótese de viver em um mar de oportunidades não significa sucesso absoluto!

Este artigo dá início a uma séria de análise sobre a realidade do processo de empreender e a gestão das pequenas empresas.

Inicialmente, gostaria de resgatar uma pesquisa feita em 2002 que tem como título Cara Brasileira: a brasilidade nos negócios – um caminho para o “made in Brazil”. Essa pesquisa relata vários aspectos da cultura brasileira e evidencia a cultura da gestão dos pequenos negócios, indicando os pontos fortes e fracos.

Os pontos fortes, literalmente contribui para  uma grande capacidade que temos de gerar um diferencial competitivo, sabendo explorar profissionalmente.

Os pontos fortes são:

  • diversidade racial e cultural
  • alegria e otimismo
  • ênfase nos relacionamentos pessoais
  • hospitalidade
  • criatividade
  • cordialidade

A abertura para diversidade contribui enormemente para sermos um país acolhedor, consequentemente cordial e hospitaleiro. A criatividade potencializa a nossa capacidade de promover um diferencial competitivo e a capacidade de apresentarmos alternativas inusitadas para os negócios, além de um tratamento personalizado na abordagem comercial das empresas.

Entretanto, é observado alguns aspectos negativos, além de criar uma imagem negativa para o mundo e entre nós brasileiros.

Esses aspectos negativos são:

  • idéia que todos querem tirar vantagem
  • desprezo pela técnica
  • falta descompromisso com acordos firmados
  • desonestidade em nome da família e dos amigos

Os itens citados acima prejudica as relações comerciais entre as empresas, gerando resistência na relação de confiança em fechar negócios e parcerias, além de reforçar um processo burocrático em nome da segurança dos acordos firmados.

Um ponto que gostaria de destacar é o desprezo pela técnica que podemos traduzir pela desvalorização do profissionalismo e conhecimento técnico necessário para gerenciar uma empresa.

Muitas pessoas abrem empresas e não sabem ao menos o preço de custo real de seus produtos e serviços que irão comercializar, não possuem domínio dos indicadores de resultados da sua empresa. Resumem-se em verificar se tem ou não dinheiro para pagar as contas e se há sobras para o seu próprio usufruto.

Como as empresas poderão ser competitivas e sobreviverem com essa mentalidade?

Por mais que se apresente dicas e orientações, mas se não se muda a forma de pensar das pessoas que querem empreender, como se pode mudar esse resultado do índice de sobrevivência das empresas no Brasil…

Ainda há uma luz no fim do túnel, basta refletir , mudar o comportamento e começar buscar a administrar profissionalmente as empresas!

Você aprova esse blog, vote no Top Blog 2011

Estou com este Blog desde 2008. Sentada em uma mesa de um hotel, após uma palestra sobre as tendências das mídias sociais. Eu pensei em criar esse blog, chamado Casos e Causos. Ele tem um objetivo de trocarmos experiências reais sobre vida, desafios, sucessos e fracassos no mundo dos negócios! Acima de tudo, compartilhar o que aprendemos. As pessoas que são mais do que um IP de uma máquina e um número estatístico de trafego de acesso nos blogs e nas demais páginas da web. Elas são  GENTE, sem distinção de cor, raça, cultura, crenças, renda, nível educacional – pois todos nós tempos anseios de aprender e fazer o melhor para concretizar o sonho de abrir uma empresa! Esse desejo de uma vida melhor e de conquistas que nos faz nos unir nesse espaço!

Engage-se, debata e contribua para uma discussão e orientacão para que os negócios existentes cresçam e os novos comecem pelo caminho certo!

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