Dinâmica empresarial…

Lembrando de situações que encontro todos os dias nas minhas consultorias, resolvi compartilhar com vocês e trazer um modelo já desenhado e atualizado por Greiner que pesquisou sobre desenvolvimento organizacional e sua maestria. Ele desenvolveu o modelo das fases de crescimento das empresas e suas respectivas crises, conforme a figura abaixo:

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Uma empresa está sempre em evolução, até podemos falar uma metáfora: “uma empresa é um ser vivo” em que vivencia suas crises, revoluciona e se desenvolve ou regride – alguma coisa acontece… Mergulhando nas fases citadas por Greiner, observa-se que a empresa entra em crise para gerar a revolução, impulsionar à mudança e consequemente sua evolução. Na primeira fase, a empresa cresce e impulsionada pela criatividade, por uma comunicação empreendedora informal, muito trabalho e conclui com a crise da liderança. O empresário precisa agir como líder para orquestrar a dinâmica da empresa e entrar a segunda fase. Depois vem a crise da autonomia porque percebe que não basta saber liderar as atividades da empresa, fica sufocado e necessita ir além… tenta respirar através da delegação porque “sente na pele” que gerenciar a empresa de forma centralizada não dar mais… Essa terceira fase entra em crise ao passo que precisa delegar, percebe que necessita implantar controles gerenciais para que flua a empresa. Já a quarta fase, o empresário começa a exercer outras funções, tais como, coordenação e monitoramento da empresa e percebe que os procedimentos e as rotinas não estão fluindo 100%. Existem muitas “apagadas de incêndios” e re-trabalhos. E aí entra a crise dos procedimentos e rotinas que precisam ser estruturados e otimizados. A empresa começa ter outro porte com o seu crescimento, na quinta fase, a gestão do empreendimento evolui pela colaboração e isto significa saber motivar e compartilhar os ganhos. Esse processo não para! E a empresa, novamente entra em crise por conta do crescimento interno. Percebe-se que precisa “olhar para fora” da empresa e construir relacionamento com os atores do seu ambiente de negócios e até mesmo realizar alianças estratégicas….. Diante desse contexto, em que momento sua empresa está vivenciando?

Por Conceição Moraes

Avalie o ponto comercial para um novo empreendimento

2888508884_5631940a792Espero que você não seja daqueles que passa uma vida para colocar um empreendimento, pensa, pesquisa, faz o plano de negócio e na hora de implantar o empreendimento, não avalia o ponto comercial e escolhe aquele local esquecido por todos e que as pessoas nem sabem que existe aquela rua. Tudo em nome da economia de recursos financeiros… E aí não nem pergunte qual vai ser final dessa história…

O ponto comercial é um dos fatores que influenciam o sucesso do seu novo empreendimento, não é uma decisão que pode ser deixada para segundo plano ou como sendo a última coisa a ser decidida.

Para que o empreendimento seja viável para ser concretizado em um ponto comercial, é importante analisar dois aspectos explicitados na Teoria do Lugar Central:

  • O novo empreendimento precisa ter um volume mínimo de negócios que viabilize de forma rentável, e
  • E estar localizado em uma área comercial em que os clientes potenciais estejam dispostos a percorrer e/ou seja viável a você chegar até o cliente, de acordo com a natureza do empreendimento.

Para cada tipo de negócio, isto é, para cada natureza do empreendimento existem aspectos importantes para ser analisados com mais detalhes e cuidado.

Se o empreendimento for uma indústria, o que determinará sua localização é a análise de três aspectos: localização da mão de obra especializada, localização e acesso a matéria-prima e a localização dos clientes potenciais. Esses três aspectos se estiverem juntos, seria o ideal, mas muitas vezes isso não acontece, logo faz necessário fazer a análise da viabilidade financeira da implantação do empreendimento, montando os cenários desses aspectos para a tomada de decisão.

Já um empreendimento comercial que depende essencialmente de uma boa exposição do produto e que essas vendas acontecem, muitas vezes, por impulso; os aspectos a serem analisados são outros. Primeiro, o empreendimento no varejo, depende de três tipos de atração: a atração pela necessidade de aquisição do produto, atração gerada pelos empreendimentos vizinhos e pela atração que ocorre por impulso ou por coincidência durante o deslocamento das pessoas. A partir disso, é necessário observar 5 princípios básicos na avaliação do pondo comercial:

1.      Analisar a potencialidade da área: sua área de influência, fluxo de pessoas, o perfil das pessoas que circulam e/ou fazem negócios, volume de negócios que são gerados.

2.      Analisar o acesso: a não existências de barreiras físicas, fluxo de carro versus a capacidade para estacionamento, acesso livre para fluxo de pedestre.

3.      Analisar o crescimento potencial: qual a tendência da localidade  quanto a possíveis mudanças do tráfico do trânsito e dos aspectos de urbanização, população residente e flutuante que venha garantir futuros resultados.

4.      Analisar a atração cumulativa: identificar os negócios similares e/ou compatíveis próximos que tendem a atrair mais negócios.

5.      Análise da Infra-estrutura física: a viabilidade do investimento em reforma para estruturação do ponto comercial.

Enfim, não deixe de fazer essas análises porque a capacidade de geração de negócios é proporcional a boa localização de seu empreendimento*

Conceição Moraes

Consumo simbólico…

“Pessoas compram coisas não somente pelo que essas coisas podem fazer, mas também pelo que elas significam” (LEVY, 1959) – Será que os empresários sabem quais os verdadeiros significados dos produtos que seus clientes estão comprando? ….Gostaria de saber sua opnião!

Pós-venda

 Meu pai na década de 70, como qualquer empresário, ficava no caixa aos sábados para receber as prestações dos clientes que compravam a prazo. Entretanto…existia um detalhe…todos os sábados tinha uma moça ao seu lado para fazer o processo burocrático dos registros dos pagamentos e ele ficava conversando com cada cliente sobre a utilização do produto que tinha comprado, notícias da semana ou sobre suas vidas…. E aí o que é mais importante… controlar ou se relacionar com os clientes?