Mundo virtual: um caminho sem volta para as empresas


Como diz Bob Dylan: “Existe alguma coisa acontecendo aqui, mas não sei o que é?” As pessoas mais conectadas, o uso frequente das redes sociais e alto índice com compartilhamento tem promovido uma revolução silenciosa. O ser humano nesta sociedade informacional vem resinificando as relações sociais e suas referencias culturais de tal forma que está havendo uma construção e desconstrução do pensar, do comportamento e de organização social.
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Diante desse contexto, segundo Tapscott(2011), as organizações podem ser bem-sucedidas e sobreviverem nesse novo ambiente, adotando cinco princípios: colaboração, abertura, compartilhamento, integridade e interdependência nas relações com seus principais atores empresariais – cliente, funcionários, fornecedores e sociedade.

A Colaboração na web está sendo a alternativa para companhar a velocidade da ciência e tecnologia que venham a evoluir os produtos e serviços. De tal forma que se vem refletindo a possibilidade das instituições sem fins lucrativos que fazem a usinagem do conhecimento atuarem ativamente na colaboração de resolução de problemas.

A abertura está associada a transparência, liberdade, flexibilidade, envolvimento e acesso. Nesta era digital já existem vários sites que promovem o consumo consumo consciente dos bens e serviços, havendo questionamentos de toda ordem e a exigência de transparências das práticas publicas e privadas.

Compartilhamento do conhecimento e de recursos para evitar desperdícios, além de redefinir os conceitos dos espaços públicos e bens públicos.

A integridade preconizada pela responsabilidade social de não só fazer o bem e gerando lucro, mas respeitando o meio ambiente e gerando benefícios na sociedade em que atua.

Interdependência global já é o que estamos vivenciando com a economia global e os intercâmbios sociais, gerando impactos financeiros, culturais e comportamentais.

Procurando traduzir essas questões para a dinâmica interna da empresa, é importante observar o perfil dos funcionários e clientes. O pesquisador Tapscott (2008), subdivide em quarto gerações: baby boomer, geração X, geração Y e geração Z. Essas gerações não correspondem a divisão tradicional como sendo aquela que sucedem os nossos pais. Essa subdivisão está sendo considerada a cada 10 anos:

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Os baby boomers fazem parte do contexto histórico do término da II Guerra mundial e da Guerra fria, além dos conflitos políticos ocorridos no Brasil na década de 64.

São consumidores tradicionais que vislumbram a eternidade das coisas e como funcionários, almejaram construir uma carreira sólida e compromissada afetivamente com as empresas com as quais trabalhavam. Além de terem tido uma educação mais formal com a figura da autoridade no cerne familiar, transbordando para o ambiente profissional.

Os da geração X, vivenciaram o início das políticas do controle da natalidade, havendo um declínio do crescimento populacional. Foram os melhores educados academicamente de todas as gerações. Vivenciaram no Brasil o movimento das diretas já, os caras pintadas e conheceram a AIDs. Viu a tecnologia começando a ser democratizada. Por terem vivenciando todo o período inflacionário da economia brasileira, são muitos apegados aos seus patrimônios e fazem questão de demonstrar suas conquistas. Apesar de serem os mais velhos usuários dos computadores e da web, possuem certa resistência a inovação.

A geração Y são os últimos filhos dos baby boomers, porque prolongaram sua juventude, além de passarem seu tempo fazendo música e atuando socialmente.

Essa geração foi Influenciada pela  guerra do Iraque, a vida com AIDS, Princesa Diana, Bill Clinton, Jorge Bush, Lance Armstrong. No Brasil, vivenciaram a democracia e economia aberta. A internet mais democratizada, abrindo o mundo e reduzindo fronteiras para eles. São profissionais mais focados em si e priorizam o prazer no que faz, buscam crescimento na sua carreira profissional e querem ter uma atuação mais participativa na empresa no qual trabalha. Os dessa geração foram os mais significativamente afetados pela mudança tecnológica, não houveram tempo para vivenciar calmamente a evolução tecnológica.

Já a geração Z, são os considerados os nativos digitais, a tecnologia é como o ar que respiram. São altamente imediatistas. Essa nova geração vem quebrando alguns ‘rituais’ de comportamento consolidados no século XX e do início deste século. Já se pode observar a usabilidade de várias tecnologias que faz parte de nosso dia a dia, e que essa nova geração faz uso de forma diferenciada, tais como:

  • Buscam constantemente atualização através das notícias quentes pela internet, geralmente, utilizam algum gerenciador de notícias para receberem de imediato.
  • Gostam de ver e escutar o que estão sendo mais demandados na internet através de podcast, Youtube e outros canais na web.
  • Preferem assistir TV pela internet ou, no máximo, canais segmentados em TV fechada, como por exemplo, documentários, vida animal, sport e outros;
  • A forma de utilizar o celular é diferente de seus pais. Enquanto os pais conversam com parentes e amigos; seus filhos passam mensagens. Diante desse comportamento, já existe concurso para quem tem a habilidade de digitar mais rápido no teclado do telefone;
  • Se perguntarem o que eles sentem mais falta em acesso tecnológico, falam que é o telefone, pois o aparelho virou co-piloto de suas vidas: despertador, acesso a notícias e às redes sociais, fazem compras, check-in nos aeroportos, assistem a filmes, GPS e outras funcionalidades;
  • Não gostam de usar email e não sabem o que é postar uma carta nos correios. Eles preferem MSN, Twitter, G-talk, Skype, mensagens nas redes sociais e outras formas mais simples de comunicação;
  • No lugar de escutar músicas via rádio, preferem fazer download e selecionar suas preferencias nos seus mp4, IPod, etc.
  • Estão dando o direcionamento do conteúdo e das tecnologias em uma teia de colaboração, realizando upload de conteúdo: vídeos, áudio, imagem, além de terem blogs e emitirem suas opiniões sobre produtos, serviços, filmes e outras questões que consideram relevantes.

Essas gerações estão convivendo nas empresas como funcionários e são perfis que precisam ser atendidos de forma diferenciada pelas empresas, como clientes.

Na perspectiva como funcionário, todos possuem um espaço ocupacional estratégico, tais como, as atividades de planejamento corresponde mais para os Baby boomers e a definição orçamentária e tática poderá ser bem realizada pela geração X e a geração Y, que trazem mais inovação e se identificam mais com a execução dos projetos.

Agora todos precisam vivenciar e compreender as mudanças que o mundo virtual está provocando nas empresas com o objetivo de desenvolver estratégias de conceitos de negócios diferenciados a partir da cocriação.

Existem etapas de implantação dessa abordagem gerencial – cocriação:

  • Criar uma “plataforma”. Essa plataforma poderá ser um ambiente na web nas redes sociais, ning, orkut, facebook, basecamp, blog, dentre outras; e ou, no próprio site da empresa;
  • Solicitar feedback dos consumidores e enriquecer a plataforma, incorporando todos os esforços de customização feitos pela rede de consumidores;
  • Permitir um espaço para que cada consumidor customize a plataforma, adequando-a a sua identidade pessoal,favorecendo um ambiente para conversação de experiências e emoções ao consumirem os produtos e serviços. Além de sugestões e dicas de melhorias ou desenvolvimentos de novos produtos;
  • Tudo isso precisa contemplar a interação ativa de vários atores importantes da empresa: clientes, funcionários, fornecedores, parceiros de canais de comercialização, sociedade;
  • Quanto à empresa e cliente, diversas situações em que os clientes participam do processo de construção e melhorias dos produtos e serviços da empresa, além de reinventá-los;
  • Quanto à empresa, fornecedores e parceiros de canais de comercialização;
    • Precisam refletir sobre o propósito, os valores e compreendam os modelos de negócio uns dos outros, para que, mutuamente, desenvolvam contratos legais sólidos;
    • Quanto à sociedade, precisa existir transparência, provendo a comunicação aberta sobre suas ações e espaço para feedbacks.

E não se pode esquecer os funcionários, pois esse serão uma peça chave para articular e fazer acontecer todo esse processo.

Essas relações vão definindo estratégias e alternativas para os negócios conectados e em verdadeira dinâmica de transformação sintonizada com o mercado. Não perdendo de vista os seguintes critérios de decisão:

  • desejabilidade – faz sentido para as pessoas, clientes,;
  • viabilidade – poderá fazer parte de um modelo de negócio sustentável;
  • praticidade – é funcionalmente possível no futuro próximo.

Agora tome essa explanação como ponto de partida para monitorar esse mercado e resinificar sua empresa.

Não deixe de ler a referência bibliográfica que me fundamentou esse artigo e emita e compartilhe seus insights no @mcmoraescosta.

  • Brown, Tim. Design thinking: uma metodologia ponderosa para decretar o fim das velhas ideias. Brasil,Rio de Janeiro, 2010 249p.
  • Castells, Manuel. Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 2010, 698p.
  • Friedman, Thomas L. O mundo é plano. Brasil, Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, 625p.
  • Globo, TV – Série do Jornal da Globo: Geração Baby Boomers X, Y e Z, disponível https://www.youtube.com/watch?v=TCDtJKUpR1A , acessado em 11 de novembro de 2011
  • Gouillart, Francis J.; Ramaswany, Venkat. A empresa cocriativa: por que envolver stakeholders no processo de criação de valor gera mais beneficios. Brazil, São Paulo: Symnetcs, 2010, 267p
  • Shirky, Clay. Here Comes Everbody. Canada, Toronto: Penguim Books, 2008, 344p.
  • Tapscott, Don ,Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World. USA, New York: The McGraw-Hill Companies, October 2008, 368p.
  • Tapscott, Don. Macrowikinomics: reiniciando os negocios e o mundo. Brasil, Rio de janeiro: Elsevier, 2011, 414p.
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Negócio virtual ou presencial?


 

Com o avanço dos negócios no ambiente digital, muitos consideram de forma equivocada que esse ambiente é fácil e simples de empreender , até pelo fato de alguns sucessos terem sido destacados pela mídia.

O detalhe disso é que o ambiente dos negócios está mais volátil tanto para o sucesso ou para o fracasso, além de já existir a cultura, no Brasil, do empreendedor serial, ou seja, aquele que empreende  estrategicamente,  para depois vender o próprio empreendimento.

Vou  apresentar inicialmente algumas diferenças e similaridades entre empreender no comércio eletrônico e no presencial, quanto aos aspectos: ponto comercial, marca e aspectos legais.

Ponto comercial

Presencial

  • Escolha da localização estrategicamente de acordo com o produto, serviço a ser comercializado e o público-alvo.
  • Análise da infraestrutura do local que precisa atender a abordagem definida, além do custo benefício de investimento de reforma.
  • Dispêndios quanto ao investimento inicial e as despesas fixas, tais como, aluguel, IPTU, alvará de funcionamento, licença do corpo de bombeiros, energia, telefone, segurança, etc.

Virtual

  • Plataforma e hospedagem do site estável, que não tenha histórico de ter deixado páginas fora do ar.
  • Escolha de construir de forma customizada o site e ou escolher templates pré-formatados que tenha a ver com abordagem comercial definida, além do custo benefício com relação ao engajamento dos clientes.
  • Dispêndios quanto ao investimento inicial e as despesas fixas, tais como, mensalidade da hospedagem do site, aluguel do depósito, IPTU, alvará de funcionamento, licença do corpo dos bombeiros, energia, telefone, segurança, etc.

Nome comercial

Presencial

  • Definição do nome da empresa e sua logomarca.
  • Proteção da marca no INPI.
  • Pagamento do decênio do INPI para exclusividade de uso da marca.

Virtual

  • Definição do nome da empresa, logomarca e domínio livre na internet.
  • Proteção da marca no INPI.
  • Pagamento do decênio do INPI para exclusividade de uso da marca.
  • Pagamento da anuidade para exclusividade do domínio.

Legalização da empresa

Presencial

  • CNPJ, Inscrição estadual, endereço comercial, alvará de funcionamento, licença do corpo dos bombeiros e outros aspectos legais,  de acordo com segmento de atuação.

Virtual

  • Além do endereço eletrônico, precisa do endereço físico para o CNPJ, Inscrição estadual, endereço comercial, alvará de funcionamento, licença do corpo dos bombeiros e outros aspectos legais de acordo com segmento escolhido.

Aspecto legal do consumidor

Presencial

  • Cumprir e ter para fácil acesso o direito do consumidor.

Virtual

  • Seguir o direito do consumidor e decreto 7962, além de monitorar os ajustes da legislação que está sendo elaborada.

 

Diante do exposto pode-se observar que vai fazer a diferença conhecer sobre o mercado consumidor para melhor tomar as decisões dessas questões iniciais. No próximo artigo serão abordadas outras questões quanto a diferenças e similaridades entre o comércio eletrônico e presencial.

Canais de comunicação e as novas possibilidades


Toda empresa precisa formalizar quais os canais de comunicação a empresa vai estabelecer com os clientes. Tradicionalmente, informava-se o endereço dos pontos comerciais, o telefone e o número de fax. Depois com o tempo, foi agregado o email e o site oficial da empresa. Algumas empresas ainda não chegaram a ter um site oficial, apesar de ser básico.

Com o avanço tecnológico e com a necessidade dos clientes interagirem mais com as empresas, além do contexto da globalização que vivemos. As empresas precisam incluir seu endereço digitalmente, isto é, geolocalizá-lo e abrir novos canais de interação com os clientes através das redes sociais.

Os canais tradicionais ainda não deixaram de ser usados pois as operações comerciais com os bancos, fornecedores e instituições governamentais utilizam intensamente.

Agora os clientes não estão mais satisfeitos em utilizarem os canais de comunicação tradicionais. Como também, as estratégias de fidelização de clientes não vem sendo mais eficazes. A grande mudança é:

  • Construir relacionamentos, no lugar de simplesmente fidelizar.
  • Um novo olhar – os clientes são pessoas que possuem seus anseios, necessidades e um ser social.
  • As novas gerações de compradores estão mais conscientes do que acontece no seu em torno e no mundo.
  • A sociedade está cada vez mais inserida nas web, compartilhando suas vidas, fazendo negócios, omitindo suas opniões e enganjando em causas sociais.

Logo, as empresas precisam construir relacionamentos com seus clientes que precisam ser tratadas como pessoas especiais, que retratem um sua identidade cultural, estilo de vida e dignidade. Além da agilidade de resposta e flexibilidade para atender a realidade de seus clientes.

Agora, reflita quem são as pessoas que fazem parte da sua empresa que você chama de cliente e como você poderia aproximar  e construir relacionamento com elas?  Saiba que o fruto desse relacionamento será a uma empresa participando de vidas, consolidando sua presença física e digitalmente.

Qual o capital intelectual do futuro?


Diante da constante mudança das empresas e do ambiente que estão inseridas, o perfil e as competências dos profissionais vem modificando.

Recentemente foi publicado na internet uma pesquisa sobre o perfil dos profissionais existentes nas empresas e o perfil mais almejado para o futuro. O resultado demonstrou a seguinte ordem de prioridade:

  • especialistas em mídia social;
  • estrategistas de marketing;
  • especialista em integração de bancos de dados;
  • estrategista organizacional;
  • bilingue ou poliglotas;
  • sociologo ou antropologo;
  • estrategistas em logística; e
  • demais especializações.

Muitos profissionais estão precisando sair do “seu quadrado” e tirar seu preconceito com as redes sociais. A primeira especialização mais ranqueada é a expertize em midias sociais e a construção dessa competência vai além de cursos de especialização ou de curta duração. Faz-se necessário uma vivência nas próprias redes sociais e mergulhar nas origens do ser humano – entender de gente e dos meios que proporcionam as relações pessoais e profissionais.

As demais áreas já vem tendo um demanda constante desses profissionais, mas 0 que muda é o cenário em que irão atuar.

Fica a reflexão para as empresas e os profissionais que ainda não enxergaram este cenário, pois sua competitividade estará diretamente ligada a esse perfil do capital intelectual.

Fonte: Greenbook, 2011

O perfil da nova geração: empreendedores, consumidores, profissionais, mas acima de tudo, conectados!


Essa nova geração vem quebrando alguns ‘rituais’ de comportamento consolidados no século XX e do início deste século. Com certeza, no meio para o final do século XXI teremos outra realidade de vida e de comportamento em nossa sociedade. Já podemos observar a usabilidade de várias tecnologias que faz parte de nosso dia a dia, e que essa nova geração faz uso de forma diferenciada, tais como:

  • Não esperam ver as notícias nas mídias tradicionais em seus respectivos horários oficiais. Buscam constantemente atualização através das notícias quentes pela internet, geralmente, utilizam algum gerenciador de notícias para receberem de imediato ou várias vezes por dia; 
  • Não esperam Grammy ser lançado, gostam de ver e escutar o que estão sendo mais demandados na internet através de podcast Youtube e outros; 
  • Tem assistido menos a TV do que a geração de seus pais. Preferem assistir pela internet ou, no máximo, canais segmentados em TV fechada, como por exemplo, documentários, vida animal, sport e outros; 
  • A forma de utilizar o celular é diferente de seus pais. Enquanto os pais conversam com parentes e amigos; seus filhos passam mensagens. Diante desse comportamento, já existe concurso para quem tem a habilidade de digitar mais rápido no teclado do telefone; 
  • Se perguntarem o que eles sentem mais falta em acesso tecnológico, falam que é o telefone, pois o aparelho virou co-piloto de suas vidas: despertador, acesso a notícias e às redes sociais, fazem compras, check-in nos aeroportos, assistem a filmes, GPS e outras funcionalidades; 
  • Considera o email bastante formal, sem falar que não sabem o que é postar uma carta nos correios. Eles preferem MSN, Twitter, G-talk, Skype, mensagens nas redes sociais e outras formas mais simples; 
  • No lugar de escutar músicas via rádio, preferem fazer download e selecionar suas preferencias nos seus mp4, IPod etc…. 
  • Estão dando o direcionamento do conteúdo e das tecnologias em uma teia de colaboração, realizando upload de conteúdo: vídeos, áudio, imagem, além de terem blogs e emitirem suas opiniões sobre produtos, serviços, filmes e outras questões que consideram relevantes.

Diante desse cenário, faz-se necessário gerar uma reflexão sobre quem tem conduzido as regras de negócios e o relacionamento com os seus respectivos consumidores, e da redefinição do perfil profissional para nas empresas. Uma vez que as mudanças estão acontecendo no cerne de nossa sociedade.

Fonte: Tapscott (2010).

Por Conceição Moraes

Como as pequenas empresas estão se preparando para lidar com as novas gerações de clientes?


Como Bob Dylan expressou: “Existe alguma coisa acontecendo aqui, mas não sei o quê?”

O comportamento do consumidor, o comportamento organizacional, em fim a sociedade está em processo de mudança. As novas gerações de consumidores gostam de inovação, querem ser co-autores das invenções e serem os seus promissores. Possui baixa tolerância a lentidão de processos e não conseguem viver sem tecnologia – a internet faz parte de suas vidas como para o lápis, a caneta, o telefone fixo, as cartas faziam parte na vida diária das antigas gerações. Começamos a ver notícias dessa mudança quando olhamos algumas estatísticas como por exemplo:

  • O crescimento de 10% do uso da internet no mês de julho de 2009, esse aumento representa 36,4 milhões de usuários (IBOPE Nielson).
  • Um jovem chamado Mark Zuckerberg, criador do facebook, que vale em torno de 10 bilhões de dólares.
  • A eleição de Obama com o uso de ferramentas tecnológicas para se comunicar com um público, até então, ausente na política…
  • A criação de negócios e uma economia virtual acontecendo no Second life.
  • E outras notícias que se você procurar, acha…. e pode até passar a impressão de que é brincadeira ou “game”, mas tem gente ganhando dinheiro com isso…

O comportamento organizacional, tem mudado, já se fala do poder das instituições sem organização. As pessoas trabalhando gerando a circulação de recursos financeiros harmonicamente sem ter espaços físicos estruturados e regras formais. Algumas empresas que já mudaram seu processo de seleção e captação de competências para poder reagir neste mercado. Estratégias usadas no mundo real, perdendo sua eficácia no mundo virtual. O poder está na rapidez de tomar decisões e gerar conhecimentos ao mesmo tempo em que há uma atuação colaborativa entre os membros dessa empresa.

A sociedade está vivendo cada vez mais duas vidas: a real e a virtual. O que mostra no mundo real que é o isolamento e o aumento da privacidade das pessoas, na vida virtual é o contrário, as pessoas expõem suas vidas e sentimentos em redes sociais, como orkut, facebook, flick, unyk, plaxo, linkedIn, blogs, msn, second life e por outros meios de software na internet. Um verdadeiro paradoxo! Clay Shirky, já diz que não acontece revolução quando a sociedade adota novas tecnologias, mas quando a sociedade adota novos comportamentos.

As pequenas empresas precisam acordar para essa revolução, pois ela veio para ficar e sua competitividade dependerá de suas ações nesse novo mundo e comportamento….