Sucesso ou fracasso: produto x cliente x mercado


Na análise dos negócios perante seu sucesso e fracasso, encontra-se três variáveis importantes: mercado, produto, cliente.

Foto: Conceição Moraes

Mercado

O Mercado possui a grande importancia nos dias de hoje. Começando analisar se o Mercado esta saturado ou não e se esta explorando o oceano azul, volume de potenciais clientes viáveis para o empreendimento seja para o público em massa ou de nicho de mercado.

Existe também questões não controláveis para se precisa ter o conhecimento para se relizar algumas internvenções estratégicas para solucionar ou minimizer. Algumas variáveis que e deve observer são a forca da barganha seja do fornecedor, concorrencia ou clientes e se a empresa consegue enfrentar e lidar com eles. Diagnósticar se sua empresa tem valor, fácil ou não de ser copiada, se possui estratégia sustentável ou temporária.

Produto

Produto é algo interessante e peculiar pois se pode atender, ter fácil acesso ou não, se exitiu equívoco na escolha dos potenciais clientes. Será que o produto e serviço proposto tem aderência com o perfil dos clientes escolhidos ou não. Possui conformidade com a expectativa do cliente, sendo a solução dos problemas. Ou de fato o produto que você está colocando no Mercado é ou n˜åo de fato a verdadeira solucão dos clientes que supera os produtos e serviços substitutos.

Cliente

Será que os clientes estao dipostos a pagar a solução proposta? Conseguem visualizar a solucao que você está se propondo? O canal de comunicação esta sendo eficaz ou precisa mudar? Os clientes ainda utiliza uma solução secundária, apesar de não resolver 100% produto substitute. Mesmo assim sua empresa não foi capaz de solucionar com preço justo, solução aderente e com pouco esorço do cliente.

Essas reflexões são os principais equívocos que as empresas erram e insistem no erro ou não.

Nesse context, será o divisor de águas do sucesso ou fracasso é agilidade de identificar essas questões e corrigir de imediato para captar os clientes que venham corresponder com sua proposta de valor desenhada e vice e versa!

Por Conceição Moraes

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Turismo: um perfil de clientes em crescimento


Ao assistir o episódio deste filme a seguir, fez-me lembrar como é chato a passagem rápida nos locais que você quer visitar e quando é gerado a expectativa de um pacote de viagem turística.

 

Vou falar de um segmento de clientes que muitas as agências tradicionais estão perdendo.

Esse segmento vem crescendo com a nova geração que está começando a fazer parte da economia ativa do Brasil. Esse perfil de pessoas a cada dia estão se afastando das empresas de turismo tradicionais, fugindo de pacotes fechados de viagens.

Eles querem muito mais que visitar uma cidade, querem conhecer com detalhes alguns lugares, ter experiência naquela cultura da localidade a ser visitada. Inclusive, buscar conversar e ter trocas de idéias, experiências e pontos de vista sobre o mundo e a sociedade.

Alguns empreendimentos tem explorado essas possibilidades e por isso vem se consolidando no mercado, como por exemplo:

A escola de inglês, Pacific Gateway international college, Vancouver, Canada procura promover atividade extra classe de conversação com canadenses voluntários de diversos perfil para corresponder com a curiosidade e identificação dos  alunos terem maior imersão na cultura e na linguagem popular.

A comunidade couchsurfing, promove a troca de cortesia de hospedagem de graça ou um simples happy hour entre as pessoas que estão em viagem e com pessoas do local visitado.

A comunidade AirBNB também promove a mesma experiência de convívio e imersão de como é morar naquela localidade.

A comunidade bla bla bla car, muito utilizada na frança e que está expandido para outros países, inclusive no Brazil, as pessoas rateiam os custos da viagem de carro e já possui pequeno filtro para existir compatibilidade entre as pessoas e trocarem experiências entre o motorista e a pessoa que está pegando carona.

Em varias cidades, principalmente na Europa, possuem comunidades que você escolhe suas preferências, levam você para lugares onde realmente os moradores frequentam, sem ser os ponto turísticos clássicos divulgados em guias e reportagem. Promovem a imersão no ambiente diário da localidade enfatizando o filtro dos grupos de preferências, tais como, arquitetura, natureza, aventuras, compras, vida noturna, etc.

As algumas empresas para minimizar o decrescimento desse segmento, estão só oferecendo pacotes só com passagem aérea ou transporte e hospedagem, deixando o cliente criar seu próprio roteiro.

Essas exemplos e muitos outros é para mostrar que a expectativa e as preferências dos turistas estão mudando. Precisa ser observado e algumas empresas de pequeno porte precisa avaliar sua proposta, a segmentação de clientes e portfólio de serviços  para não ficar na mesmice dos pacotes fechados das grandes empresas e criar oportunidades e diferenciais.

Reflita que experiência você, empresa, está  promovendo ao turista? Algo inusitado  por mais simples que seja? Algo singular? Ao que gere significado para o cliente?

Eis o diferencial para as pequenas empresas.

Por Conceição Moraes

Mundo virtual: um caminho sem volta para as empresas


Como diz Bob Dylan: “Existe alguma coisa acontecendo aqui, mas não sei o que é?” As pessoas mais conectadas, o uso frequente das redes sociais e alto índice com compartilhamento tem promovido uma revolução silenciosa. O ser humano nesta sociedade informacional vem resinificando as relações sociais e suas referencias culturais de tal forma que está havendo uma construção e desconstrução do pensar, do comportamento e de organização social.
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Diante desse contexto, segundo Tapscott(2011), as organizações podem ser bem-sucedidas e sobreviverem nesse novo ambiente, adotando cinco princípios: colaboração, abertura, compartilhamento, integridade e interdependência nas relações com seus principais atores empresariais – cliente, funcionários, fornecedores e sociedade.

A Colaboração na web está sendo a alternativa para companhar a velocidade da ciência e tecnologia que venham a evoluir os produtos e serviços. De tal forma que se vem refletindo a possibilidade das instituições sem fins lucrativos que fazem a usinagem do conhecimento atuarem ativamente na colaboração de resolução de problemas.

A abertura está associada a transparência, liberdade, flexibilidade, envolvimento e acesso. Nesta era digital já existem vários sites que promovem o consumo consumo consciente dos bens e serviços, havendo questionamentos de toda ordem e a exigência de transparências das práticas publicas e privadas.

Compartilhamento do conhecimento e de recursos para evitar desperdícios, além de redefinir os conceitos dos espaços públicos e bens públicos.

A integridade preconizada pela responsabilidade social de não só fazer o bem e gerando lucro, mas respeitando o meio ambiente e gerando benefícios na sociedade em que atua.

Interdependência global já é o que estamos vivenciando com a economia global e os intercâmbios sociais, gerando impactos financeiros, culturais e comportamentais.

Procurando traduzir essas questões para a dinâmica interna da empresa, é importante observar o perfil dos funcionários e clientes. O pesquisador Tapscott (2008), subdivide em quarto gerações: baby boomer, geração X, geração Y e geração Z. Essas gerações não correspondem a divisão tradicional como sendo aquela que sucedem os nossos pais. Essa subdivisão está sendo considerada a cada 10 anos:

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Os baby boomers fazem parte do contexto histórico do término da II Guerra mundial e da Guerra fria, além dos conflitos políticos ocorridos no Brasil na década de 64.

São consumidores tradicionais que vislumbram a eternidade das coisas e como funcionários, almejaram construir uma carreira sólida e compromissada afetivamente com as empresas com as quais trabalhavam. Além de terem tido uma educação mais formal com a figura da autoridade no cerne familiar, transbordando para o ambiente profissional.

Os da geração X, vivenciaram o início das políticas do controle da natalidade, havendo um declínio do crescimento populacional. Foram os melhores educados academicamente de todas as gerações. Vivenciaram no Brasil o movimento das diretas já, os caras pintadas e conheceram a AIDs. Viu a tecnologia começando a ser democratizada. Por terem vivenciando todo o período inflacionário da economia brasileira, são muitos apegados aos seus patrimônios e fazem questão de demonstrar suas conquistas. Apesar de serem os mais velhos usuários dos computadores e da web, possuem certa resistência a inovação.

A geração Y são os últimos filhos dos baby boomers, porque prolongaram sua juventude, além de passarem seu tempo fazendo música e atuando socialmente.

Essa geração foi Influenciada pela  guerra do Iraque, a vida com AIDS, Princesa Diana, Bill Clinton, Jorge Bush, Lance Armstrong. No Brasil, vivenciaram a democracia e economia aberta. A internet mais democratizada, abrindo o mundo e reduzindo fronteiras para eles. São profissionais mais focados em si e priorizam o prazer no que faz, buscam crescimento na sua carreira profissional e querem ter uma atuação mais participativa na empresa no qual trabalha. Os dessa geração foram os mais significativamente afetados pela mudança tecnológica, não houveram tempo para vivenciar calmamente a evolução tecnológica.

Já a geração Z, são os considerados os nativos digitais, a tecnologia é como o ar que respiram. São altamente imediatistas. Essa nova geração vem quebrando alguns ‘rituais’ de comportamento consolidados no século XX e do início deste século. Já se pode observar a usabilidade de várias tecnologias que faz parte de nosso dia a dia, e que essa nova geração faz uso de forma diferenciada, tais como:

  • Buscam constantemente atualização através das notícias quentes pela internet, geralmente, utilizam algum gerenciador de notícias para receberem de imediato.
  • Gostam de ver e escutar o que estão sendo mais demandados na internet através de podcast, Youtube e outros canais na web.
  • Preferem assistir TV pela internet ou, no máximo, canais segmentados em TV fechada, como por exemplo, documentários, vida animal, sport e outros;
  • A forma de utilizar o celular é diferente de seus pais. Enquanto os pais conversam com parentes e amigos; seus filhos passam mensagens. Diante desse comportamento, já existe concurso para quem tem a habilidade de digitar mais rápido no teclado do telefone;
  • Se perguntarem o que eles sentem mais falta em acesso tecnológico, falam que é o telefone, pois o aparelho virou co-piloto de suas vidas: despertador, acesso a notícias e às redes sociais, fazem compras, check-in nos aeroportos, assistem a filmes, GPS e outras funcionalidades;
  • Não gostam de usar email e não sabem o que é postar uma carta nos correios. Eles preferem MSN, Twitter, G-talk, Skype, mensagens nas redes sociais e outras formas mais simples de comunicação;
  • No lugar de escutar músicas via rádio, preferem fazer download e selecionar suas preferencias nos seus mp4, IPod, etc.
  • Estão dando o direcionamento do conteúdo e das tecnologias em uma teia de colaboração, realizando upload de conteúdo: vídeos, áudio, imagem, além de terem blogs e emitirem suas opiniões sobre produtos, serviços, filmes e outras questões que consideram relevantes.

Essas gerações estão convivendo nas empresas como funcionários e são perfis que precisam ser atendidos de forma diferenciada pelas empresas, como clientes.

Na perspectiva como funcionário, todos possuem um espaço ocupacional estratégico, tais como, as atividades de planejamento corresponde mais para os Baby boomers e a definição orçamentária e tática poderá ser bem realizada pela geração X e a geração Y, que trazem mais inovação e se identificam mais com a execução dos projetos.

Agora todos precisam vivenciar e compreender as mudanças que o mundo virtual está provocando nas empresas com o objetivo de desenvolver estratégias de conceitos de negócios diferenciados a partir da cocriação.

Existem etapas de implantação dessa abordagem gerencial – cocriação:

  • Criar uma “plataforma”. Essa plataforma poderá ser um ambiente na web nas redes sociais, ning, orkut, facebook, basecamp, blog, dentre outras; e ou, no próprio site da empresa;
  • Solicitar feedback dos consumidores e enriquecer a plataforma, incorporando todos os esforços de customização feitos pela rede de consumidores;
  • Permitir um espaço para que cada consumidor customize a plataforma, adequando-a a sua identidade pessoal,favorecendo um ambiente para conversação de experiências e emoções ao consumirem os produtos e serviços. Além de sugestões e dicas de melhorias ou desenvolvimentos de novos produtos;
  • Tudo isso precisa contemplar a interação ativa de vários atores importantes da empresa: clientes, funcionários, fornecedores, parceiros de canais de comercialização, sociedade;
  • Quanto à empresa e cliente, diversas situações em que os clientes participam do processo de construção e melhorias dos produtos e serviços da empresa, além de reinventá-los;
  • Quanto à empresa, fornecedores e parceiros de canais de comercialização;
    • Precisam refletir sobre o propósito, os valores e compreendam os modelos de negócio uns dos outros, para que, mutuamente, desenvolvam contratos legais sólidos;
    • Quanto à sociedade, precisa existir transparência, provendo a comunicação aberta sobre suas ações e espaço para feedbacks.

E não se pode esquecer os funcionários, pois esse serão uma peça chave para articular e fazer acontecer todo esse processo.

Essas relações vão definindo estratégias e alternativas para os negócios conectados e em verdadeira dinâmica de transformação sintonizada com o mercado. Não perdendo de vista os seguintes critérios de decisão:

  • desejabilidade – faz sentido para as pessoas, clientes,;
  • viabilidade – poderá fazer parte de um modelo de negócio sustentável;
  • praticidade – é funcionalmente possível no futuro próximo.

Agora tome essa explanação como ponto de partida para monitorar esse mercado e resinificar sua empresa.

Não deixe de ler a referência bibliográfica que me fundamentou esse artigo e emita e compartilhe seus insights no @mcmoraescosta.

  • Brown, Tim. Design thinking: uma metodologia ponderosa para decretar o fim das velhas ideias. Brasil,Rio de Janeiro, 2010 249p.
  • Castells, Manuel. Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 2010, 698p.
  • Friedman, Thomas L. O mundo é plano. Brasil, Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, 625p.
  • Globo, TV – Série do Jornal da Globo: Geração Baby Boomers X, Y e Z, disponível https://www.youtube.com/watch?v=TCDtJKUpR1A , acessado em 11 de novembro de 2011
  • Gouillart, Francis J.; Ramaswany, Venkat. A empresa cocriativa: por que envolver stakeholders no processo de criação de valor gera mais beneficios. Brazil, São Paulo: Symnetcs, 2010, 267p
  • Shirky, Clay. Here Comes Everbody. Canada, Toronto: Penguim Books, 2008, 344p.
  • Tapscott, Don ,Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World. USA, New York: The McGraw-Hill Companies, October 2008, 368p.
  • Tapscott, Don. Macrowikinomics: reiniciando os negocios e o mundo. Brasil, Rio de janeiro: Elsevier, 2011, 414p.

No novo sentido de ser do varejo


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Com as mudanças do comportamento do consumidor, o avanço tecnológico nos negócios e na vida das pessoas; vem gerando uma verdadeira revolução no pensar estratégico quanto a finalidade e a importância do ambiente físico do varejo.

O avanço das mudanças nas estratégias dos pontos comerciais vem forçando  a mudanças para sobreviver, principalmente nos segmentos que mais se vende no comércio eletrônico e outros que possuem uma visão de vanguarda.

O comportamento dos consumidores estão dando relevância para o varejo que promova novas abordagens de relacionamento e uso inovador do ambiente.

Exemplos dessas estratégias que proporcionem:

– promover experiências com o produto e ou no ambiente

– encontros sociais

– centros de conhecimento, aprendizagem e informação

– locais de recreação

– locais de relaxamento

O empresário para aplicar alguma dessas estratégias precisa conhecer os seus clientes e o comportamento de consumo dos produtos que comercializa. A partir desse conhecimento. Se poderá escolher uma abordagem mais coerente para gerar interação com os clientes e seus amigos. Seja coerente e original para ganhar legitimidade a adesão dos clientes a sua proposta!

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Você já vez a análise de consistência do seu modelo de negócio?


Quando se construi um modelo de negócio, faz necessário você revisá-lo para identificar algumas inconsistências que irá refletir no seu processo de desenvolvimento de clientes e no processo de teste.

Não esquecendo de avaliar o ambiente externo em que essa potencial empresa está inserida.

Antes, durante e depois da análise de consistência e do desenvolvimento de cliente, não deixe de mapear os principais riscos que envolve o produto, o cliente e o mercado.

Veja mais detalhes na apresentação a seguir:

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E-business: estratégias de crescimento


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Muitas pessoas estão empreendendo no segmento de e-business, mas será todos estão utilizando estratégias para promover o crescimento da sua empresa?

Eis a grande questão! Cada modalidade de negócio e ou visão estratégica poderá direcionar para diversas formas para ativar seu crescimento.

Como ponto de partida, pode-se pensar em 05 alternativas, pois as demais são por sua criatividade e sua capacidade de inovar!

As 05 estratégias são através:

  •  Inclusão de mais produtos e serviços no portefólio da empresa. Esse processo pode acontecer através de estudo da demanda, na melhoria dos produtos e serviços já existentes ou até mesmo focando a linha de Cauda longa e do oceano azul.
  • Captação de mais usuários, fazendo uso de publicidade paga ou orgânica (boca a boca), incentivos para usuários antigos convidarem outras pessoas que nunca utilizaram ou compraram seus produtos e serviços. É claro que também envolve a sua capacidade de elaborar uma campanha para viralizar – sonho de todos empresários e que é possível, basta você acertar em cheio na vibe do seus potenciais clientes.
  • Aumento da frequência de acesso e uso dos serviços ou compras. A adesão dos usuários para haver aderência e promover uma viralidade orgânica. Não se pode esquecer de monitorar o engajamento, sugestões e os relatórios de monitoramento para que possam ter ações que venham fortalecer essa relação. É importante identificar os motivos que levaram aos usuários abandonarem seus serviços para rever estratégias de reverter esses clientes.
  • Aumento das receitas, a princípio, a mais tradicional e óbvia, entretanto, essa capacidade envolve exclusivamente o profissionalismo da gestão da empresa para que se possa maximizar os lucros, além de se saber escolhas para promover de produtos e serviços que possam monetizar melhor a empresa.
  • Buscar constantemente a eficiência com efetividade, isto é, não basta fazer bem feito, precisa ser eficaz nas suas ações. Na área de back office, por exemplo precisa-se saber:
    • reduzir custos de entrega e suporte de seu serviço,
    • reduzir o custo de aquisição de clientes, fazendo publicidade menos paga e mais boca a boca,  e outras ações específicas de acordo com sua empresa.

Nunca deixe de ter indicadores de resultados para cada ação, especificamente para e-business ter o monitoramento constante de suas métricas e saber interpretá-las.

 

Fonte: Croll e Yoskovitz (2013)

 

Negócio virtual ou presencial? – final


As reflexões feitas nos artigos sobre negócio virtual ou presencial – parte 1 e parte 2 demonstram muitas similaridades e diferenças quanto aos procedimentos e aspectos legais. Entretanto, precisamos rever a nossa forma de pensar e de interagir nesses ambientes.

Para finalizar a temática comparativa com este artigo, você poderá observar que todo e qualquer empreendimento precisa de um esforço de trabalho e de pessoal para a área de retaguarda ou como chamam em inglês “Back Office”. Essa área é importantíssima para que tudo possa fluir bem quanto ao relacionamento com o cliente.

Existem vários aspectos, mas foram escolhidos alguns que são considerados básicos para qualquer empresa:

Processo e procedimentos de pagamento

Presencial

  • De acordo com a política da empresa, o pagamento geralmente é realizado no caixa e apresentado às modalidades: dinheiro, cartão de crédito: crédito e débito, etc.

Virtual

  • Faz-se necessário o preenchimento de um cadastro de dados pessoais e endereço pessoal e de entrega, além de se gerar uma senha de acesso ao cadastro. Atualmente, algumas empresas estão colocando a opção facultativa para o preenchimento do cadastro pessoal, e obrigatórios os dados para pagamento e de entrega do produto.

Entrega do produto e prazos

Presencial

  • Entrega de imediato, após comprovação do pagamento ou – de acordo com os serviços oferecidos e o tipo de produto comercializado –  realiza-se a entrega em domicílio.

Virtual

  • De acordo com o tipo de produto que é comercializado e a infraestrutura da empresa são oferecem as seguintes opções: delivery, correios, transportadoras, retirar em um ponto de fixo de venda, etc.
  • De acordo com a modalidade da entrega, deve-se informar com clareza o prazo de entrega e meios para rastrear o processo de entrega.

Horário de funcionamento

Presencial

  • Horário comercial estabelecido de acordo com a localização do estabelecimento. Geralmente, os horários de comércio de rua, galerias, shoppings possuem regras diferentes de funcionamento.

Virtual

  • Funciona 24 horas. Se o empreendimento oferece um serviço de online de orientação ou tira dúvidas, precisa definir o horário, caso não consiga oferecer 24 horas.

Problemas e insatisfações

Presencial

  • Telefone e no próprio ponto comercial para dialogar e buscar uma solução.

Virtual

  • Acesso por via os canais disponíveis: SAC, email, Facebook, Twitter, telefone, call center, sites de reclamação. É fundamental ter agilidade para resolver o problema, para evitar danos à imagem da empresa.

Possibilidades de troca

Presencial

  • Ir à loja ir realizar a troca, conforme o direito do consumidor.

Virtual

  • Possui o direito do chamado ‘arrependimento de compra’. Geralmente, a loja tem que enviar o código para postagem gratuita ou envio de transportadora para pegar o produto sem ônus para o cliente. Precisa ter regras claras no site, além do cumprimento do direito do consumidor que está em fase de adaptação quanto às questões de prazo, legalmente.

Construção de relacionamento com o Cliente

Presencial

  • Atendimento pós-venda, mensagens de novas coleções, envio de catálogos e através de redes sociais.

Virtual

  • Através de redes sociais, blogs e divulgadores da marca.
  • Deve-se buscar desde a fase de captação de cliente até pós-consumo do produto e serviço.

Gestão de estoque

Presencial

  • Categorizar os produtos de maior e menor giro nas vendas, como também sua variação de margem de venda.
  • Gerenciar os prazos de entrega dos produtos de acordo com seus fornecedores.
  • Evitar a falta do produto para não haver ruptura de venda
  • Monitorar se os produtos estão efetivamente expostos para comercialização.

Virtual

  • Gerenciar constantemente se o produto está disponível, para oficializá-lo na divulgação no site.
  • Categorizar os produtos de maior e menor giro nas vendas, como também sua variação de margem de venda.
  • Gerenciar os prazos de entrega dos produtos de acordo com seus fornecedores.
  • Evitar a falta do produto para não haver ruptura de venda

Gestão financeira

Presencial e Virtual

  • Fluxo de caixa, contas a receber e a pagar, etc.
  • Gerenciamento do capital de giro
  • Pagamento dos custos fixos da empresa
  • Definição do pró-labore
  • Planejamento orçamentário e de novos investimentos.

Indicadores de Resultados

Os indicadores contribuem para o gerenciamento dos resultados da empresa como também na tomada de decisão diária da empresa

Presencial

  • Rentabilidade
  • Lucratividade
  • Ticket médio de vendas
  • Faturamento por área de vendas
  • Vendas por categoria de produtos
  • Canal de publicidade utilizado e sua efetividade nas vendas
  • Quantidade de clientes ativos e inativos
  • Quantidade de novos clientes
  • E outros específicos com a atividade

Virtual

  • Custo de aquisição de clientes
  • Receita por cliente
  • Palavras e expressões importantes que direciona tráfego de cliente para o site
  • Eficácia nos mecanismos de recomendações
  • Resultado no marketing viral ou o compartilhamento e forma orgânica
  • Listas eficazes de discussão

A partir desses 03 artigos, fica claro que o empresário precisa ter conhecimento de gestão empresarial e do ambiente em que vai atuar comercialmente, para ter a capacidade de discernimento nas suas decisões.

É de grande importância ‘quebrar’ a mentalidade de achar que é tudo diferente entre o presencial e o virtual. Esses dois ambientes já se misturam e geram efeitos positivos e negativos nos negócios. Eles já possuem seus desafios como negócios. Assim, pode ser um grande engano achar que um é mais fácil do que o outro.

Bons Negócios para todos!

Negócio virtual ou presencial? – parte 2


Dando continuidade ao artigo “Negócio virtual ou presencial?”, vamos continuar a análise das diferenças e similaridades de negócios no ambiente digital e negócios presenciais.

Neste artigo, os aspectos serão explanados sobre as formas de pagamento e alguns aspectos de mercado que se referem à  imagem da empresa e interatividade.

Formas de pagamento

Presencial

  • Cartão de crédito e débito, dinheiro, cheque, boleto bancário por via financeiras

Virtual

  • Cartão de crédito e débito, boleto bancário, mediadores de pagamento (paypal, pagueseguro, moip).

Mercado

Os aspectos que tratam sobre a imagem da empresa e interatividade com o cliente podem estar divididos como produtos no ambiente, em vitrine, experiência de ver e tocar o produto e publicidade.

Disposição do Produto no ambiente

Presencial

  • Trabalhar todo o layout de loja nos conceitos de merchandising

Virtual

  • Trabalhar o layout da página com design, explorando os pontos quentes da página
  • Fotografias de alta resolução
  • Textos descritivos do produto  do produto e que aborde alternativas de como consumir e que transmita emoção de consumo

Vitrine

Presencial

  • Importante espaço para atrair clientes. Precisa ser tematizada e gerar significado para o consumidor, além da necessidade de alterações com certa periodicidade.

Virtual

  • Primeira página é crucial para o cliente querer navegar ou abandonar o site, não se pode gerar distração para o cliente. Precisa atrair o cliente, mas, com foco claro. O seu layout poderá influenciar na credibilidade e aceitação do cliente.
  • Precisa mudar os produtos com certa frequência, de acordo com a dinâmica do mercado que você atua e as ofensivas da concorrência.

Experiência de ver e tocar o produto

Presencial

  • O cliente pode tocar e testar o produto, além de ter um vendedor para orientar e tirar as dúvidas. Todos os sentidos sensoriais podem ser explorados.

Virtual

  • Via fotografia e lentes para gerar zoom dos aspectos que o cliente se interesse. As orientações e dúvidas poderão ser tiradas pelo FAQ ou chat online de vendedores.
  • Algumas empresas já estão realizando o recurso de realidade aumentada.

Publicidade

Presencial

  • Ter um cronograma para realizar ações que venham consolidar a marca, estimular a venda de produtos e promover a memorização do cliente. Essas ações poderão ser eventos tematizados, divulgação nas mídias tradicionais (rádio, TV, outdoor, outbus, planfetos, etc) e na internet,  se a empresa tiver um canal de comunicação com os clientes pela web.

Virtual

  • Ter um cronograma para os meios de divulgação online, site de comparação de preço, além de saber inserir tag (palavra-chave) eficazes para gerar tráfego no site. Em alguns casos, realizar divulgação fora da internet.

No próximo artigo e, por último, será sobre os aspectos logísticos e de gestão na área de retaguarda.

Até a próxima semana!

A Estratégia do Oceano Azul sob a ótica do modelo de negócios


Conforme os artigos anteriores existem várias abordagens para analisar e validar um modelo de negócio. A abordagem que será tratado neste artigo é a estratégia conhecida como “oceano azul”. Essa abordagem procura sair literalmente do quadrado na forma de analisar as questões organizacionais e de mercado. – Romper as fronteiras para achar novas oportunidades e soluções.

Dessa forma é chamado todas as estratégias e abordagens convencionais como sendo “oceano vermelho” e as abordagens e estratégias que venham proprocionar o novo, rompendo fronteiras, é considerado “oceano azul”.

Na figura abaixo, pode-se observar a comparação do “oceano vermelho e azul”:

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A proposta do aceano azul vem contribuir para muitas empresas sairem da mesmice e das idéias fixas ao olhar o mercado e nas crenças que baseiam suas tomadas de decisões.

O “oceano azul” consiste em reduzir os custos e, ao mesmo tempo, aumentando o valor para os clientes, conforme figura abaixo:

Nesse contexto, deve-se analisar o modelo de negócio, a partir dos seguintes princípios:

  • Esse meu empreendimento:
    • Reconstrue novas fronteiras do mercado
    • Está concentrada no panorama geral, não inúmeros
    • Vai além da demanda existente
    • Existe uma sequência estratégica

Depois da validação, organize seu processo de implantação do seu empreendimento para superar as principais barreiras organizacionais e o planejamento da sua execução na estrategica.

Pense que existe um mar de oportunidade inexplorada ao você romper as estratégias e abordagens tradicionais.