Estratégias, Finanças, Geração X, Y e Z, Gestão empresarial, Marca, Mundo virtual

Negócio virtual ou presencial?


 

Com o avanço dos negócios no ambiente digital, muitos consideram de forma equivocada que esse ambiente é fácil e simples de empreender , até pelo fato de alguns sucessos terem sido destacados pela mídia.

O detalhe disso é que o ambiente dos negócios está mais volátil tanto para o sucesso ou para o fracasso, além de já existir a cultura, no Brasil, do empreendedor serial, ou seja, aquele que empreende  estrategicamente,  para depois vender o próprio empreendimento.

Vou  apresentar inicialmente algumas diferenças e similaridades entre empreender no comércio eletrônico e no presencial, quanto aos aspectos: ponto comercial, marca e aspectos legais.

Ponto comercial

Presencial

  • Escolha da localização estrategicamente de acordo com o produto, serviço a ser comercializado e o público-alvo.
  • Análise da infraestrutura do local que precisa atender a abordagem definida, além do custo benefício de investimento de reforma.
  • Dispêndios quanto ao investimento inicial e as despesas fixas, tais como, aluguel, IPTU, alvará de funcionamento, licença do corpo de bombeiros, energia, telefone, segurança, etc.

Virtual

  • Plataforma e hospedagem do site estável, que não tenha histórico de ter deixado páginas fora do ar.
  • Escolha de construir de forma customizada o site e ou escolher templates pré-formatados que tenha a ver com abordagem comercial definida, além do custo benefício com relação ao engajamento dos clientes.
  • Dispêndios quanto ao investimento inicial e as despesas fixas, tais como, mensalidade da hospedagem do site, aluguel do depósito, IPTU, alvará de funcionamento, licença do corpo dos bombeiros, energia, telefone, segurança, etc.

Nome comercial

Presencial

  • Definição do nome da empresa e sua logomarca.
  • Proteção da marca no INPI.
  • Pagamento do decênio do INPI para exclusividade de uso da marca.

Virtual

  • Definição do nome da empresa, logomarca e domínio livre na internet.
  • Proteção da marca no INPI.
  • Pagamento do decênio do INPI para exclusividade de uso da marca.
  • Pagamento da anuidade para exclusividade do domínio.

Legalização da empresa

Presencial

  • CNPJ, Inscrição estadual, endereço comercial, alvará de funcionamento, licença do corpo dos bombeiros e outros aspectos legais,  de acordo com segmento de atuação.

Virtual

  • Além do endereço eletrônico, precisa do endereço físico para o CNPJ, Inscrição estadual, endereço comercial, alvará de funcionamento, licença do corpo dos bombeiros e outros aspectos legais de acordo com segmento escolhido.

Aspecto legal do consumidor

Presencial

  • Cumprir e ter para fácil acesso o direito do consumidor.

Virtual

  • Seguir o direito do consumidor e decreto 7962, além de monitorar os ajustes da legislação que está sendo elaborada.

 

Diante do exposto pode-se observar que vai fazer a diferença conhecer sobre o mercado consumidor para melhor tomar as decisões dessas questões iniciais. No próximo artigo serão abordadas outras questões quanto a diferenças e similaridades entre o comércio eletrônico e presencial.

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Ponto comercial: quando tomar a decisão?


Para muitos empreendimentos do varejo o ponto comercial é uma grande porta para o sucesso ou o fracasso de uma empresa.

Encontrar um ponto torna-se um grande estresse para muitos empresários diante das seguintes situações:

  • Surgir um local que esteja próximo dos potenciais clientes
  • Especulação de preço de aluguel
  • Necessidade de grandes reformas para adequar o local a abordagem de venda e ou a legislação vigente federal e municipal
  • Algumas exigências legais poderão inviabilizar o ponto comercial, tais como, área verde, espaço de estacionamento, limite de barulho e outros.
  • Empreendedores atropelam o processo de análise de viabilidade de negócio por encontrar um suposto ponto comercial e considera que precisa já fechar o aluguel para não perder. Alguns casos terminam perdendo dinheiro por erro de concepção de negócio e mau planejamento financeiro.
  • Contratos de aluguéis mau negociado gerando prejuízos futuros.
  • E outras questões que os próprios leitores poderão estar lembrando e comentar por aqui.

Algumas dessas situações poderá nunca mudar dentro de um mercado competitivo. Agora, você poderá prevenir ou minimizar algumas questões, como por exemplo, antes de fechar o contrato de aluguel ou comprar o ponto comercial, você deve observar:

  • O orçamento quanto ao investimento de reforma e ou adaptação do ponto comercial. Esse valor deverá compor sua análise de viabilidade, além de fazer parte da negociação, se a reforma for estrutural.
  • Pesquisar no departamento da prefeitura quanto as exigências legais da localidade do ponto comercial, em muitas prefeituras possui normas e regras diferentes para cada bairro.
  • Não se esqueça de verificar na prefeitura e em outras instituições quanto à tendência de alguma mudança ou a entrada de um grande investimento no em torno. Isso poderá ajudar ou prejudicar seu negócio.
  • Análise junto com um advogado o contrato de aluguel quanto às questões de quebra de contrato, renovação de aluguel e solicitação do imóvel para que ambas as partes possam estar ciente de seus direitos e deveres.
  • Pesquise o preço de aluguel da localidade para se possa negociar um preço justo. Esse valor deverá ser inserido na análise da viabilidade da empresa. Cuidado – o aluguel mais barato não significa a melhor opção!

Pense que a decisão de abrir uma empresa ou uma filial, principalmente, no segmento do varejo, o ponto comercial faz parte da análise. Logo, nunca tome a decisão de empreender antes de analisá-lo!

Finanças, Gestão empresarial

Gestão financeira


É a grande questão de muitas empresas. Se não haver controle e acompanhamento financeiro, muitas coisas poderão acontecer… E só poderá perceber quando começa a faltar recursos para pagar as contas! Tudo começa, às vezes, atrasando as contas, não pagando os impostos, utilizando cheque especial… e por aí vai.

Então, toda empresa precisa ter:

  • controle de caixa,
  • fluxo de caixa,
  • avaliação constante da necessidade de capital de giro,
  • monitoramento dos controle a receber.

No controle de caixa é onde fica o gerenciamento imediato das entradas de recursos financeiros, como por exemplo, pagamento em dinheiro, cartão de crédito, débito eletrônico, em cheque.

Para iniciar o dia precisa de um fundo fixo de caixa que é aquele recurso que apoiará nas transações financeiras em dinheiro. No decorrer do dia precisa fazer as principais sangrias, que é a retirada de dinheiro, cheques, comprovantes das vendas de cartão de crédito. Essas retiras ajudará no monitoramento e na segurança da empresa. Toda retirada do caixa precisa ser registrado

O Fluxo de caixa é o painel de controle de todas as saídas e entradas de dinheiro. É uma grande ferramenta para fazer a gestão da situação atual e projetar o futuro. Dessa forma você não poderá ser pego de surpresa.

O capital de giro é o recurso financeiro que “oxigena a empresa”, permitindo flexibilidade nas estratégias da política de forma de pagamento. Para isso acontecer é necessário ter o domínio das seguintes informações:

  • Prazo de pagamentos dos fornecedores
  • Prazo de pagamento dos clientes
  • Tempo médio que o estoque fica na empresa

A partir dessas informações se calcula o capital de giro e se pode fazer a simulação da necessidade de aumentar ou não o volume a ser empregado, pois quando se pensa em fazer alguma promoção e que venha incentivar o pagamento a prazo, isto significa a necessidade de aumentar o volume de capital de giro!

O monitoramento do controle a receber será diferente a partir da modalidade de pagamento dos clientes, é necessário ter uma atuação preventiva e rápida para não aumentar o índice de inadimplência. É por isso que se tem evitado a formalização das vendas a prazo através de fichas de crediário e cheque pré-datado!

Entretanto, se o mercado em que você atua não tem como fugir da ficha de crediário e do cheque! Recomenda-se realizar a análise cadastral dos clientes antes de formalizar a venda e depois no monitoramento do pagamento! E ter toda rotina de cobrança observando o direito do consumidor! Também não esqueça do monitorar o pagamento do cartão de crédito e de suas devidas taxas das operações financeiras.

Reflita se você empresário terá condições de fazer isso sozinho ou se precisa ter apoio de um funcionário, pois é necessário que seja feito no mínimo os itens explanados.

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Quero comprar uma empresa, o que faço?


Algumas pessoas querem comprar um empresa em funcionamento, mas não sabem qual o valor justo a ser pago.  Geralmente, escutam as seguintes frases para justificar o preço: “ o valor do ponto comercial é…”,  “vendo com tudo….”, “vendo de porteira fechada…”, “você está comprando uma empresa que tem um faturamento de R$…..” e outras expressões e frases que vão diversificar de acordo as expressões regionais.

Quando emitem o preço que supostamente vale a empresa, você precisa saber o que se estar comprando, tais como:

  • o imóvel;
  • o direito de realizar uma atividade comercial naquele local;
  • a marca;
  • os equipamentos, móveis, estoque e o direito de comercializar no local que a empresa já funcionava; e
  • outros itens relacionados a empresa.

Neste artigo, vamos comentar sobre  a valorização de uma pequena empresa que já está em funcionamento e se pretende vender ou comprar.

Para isso, faz-se  necessário, inicialmente:

1. Listar todos os móveis, equipamentos e utensílios . Após esse levantamento, pesquisar o valor justo que alguém compraria.

2. Fazer o levantamento da situação financeira da empresa:

  • faturamento;
  • imposto;
  • comissão de venda;
  • custo da mercadoria vendida;
  • custo fixo;
  • pagamento de empréstimos;
  • pagamento de dívidas, etc.

3. Rever o cenário em que se encontra a empresa:

  • desenvolvimento econômico do local;
  • entrada e saída de concorrentes na localidade;
  • grau de rivalidade entre a concorrência;
  • tendência de mercado do segmento em que a empresa está inserida;
  • crescimento ou decréscimo do faturamento da empresa;
  • aumento ou redução da quantidade de clientes; e
  • outras questões que estejam relacionadas com a empresa.

4. Listar a carteira de cliente:

  • Quantos clientes existem cadastrados na empresa?
  • Quantos clientes deixaram de comprar na empresa?
  • Quantos clientes continuam comprando na empresa?

5. Levantar os indicadores econômicos

  • Qual o PIB do Brasil, do estado e da cidade?
  • Qual a tendência de crescimento ou decréscimo do PIB?
  • Qual o grau de endividamento da população?
  • Qual o grau de investimo sendo realizado na localidade?
  • Quais as taxas e juros estipuladas para aplicações financeiras?

Existe outras informações além das indicadas acima, mas essas são as básicas para ponderar a valorização da empresa.

A partir desses levantamentos, elabore  a projeção financeira  em um fluxo de caixa e calcule o valor presente líquido da seguinte forma:

=  Faturamento

–     Imposto

–     Comissão de venda

–     Custo da mercdoria vendida

=  Receita Bruta
 ou margem de contribuição

–     Custos fixos (aluguel + funcionários + encargos + material de expediente+ material de limpeza + manutenção predial + depreciação do imobilizado + assinaturas de revistas + transporte + vale transporte + segurança + pró-labore + provedor + telefone fixo e móvel + segurança + publicidade + água + energia elétrica, etc)

= Lucro

Faça essa conta mês a mês ou ano a ano em uma planilha eletrônica (excel) e utilize a função financeira chamada  valor presente líquido (VPL). Para o cálculo, é necessário indicar a taxa mensal ou anual, de acordo com o período indicado acima. A taxa a ser indicada deve ser coerente com o  as informações levantadas do item 5. Não esqueça que essa projeção financeira precisa ser resultado de todas as informações indicadas nos itens 1 a 5.

Enfim, você poderá considerar o valor da empresa  como a soma do valor a ser pago dos produtos, móveis, equipamentos e utensillios valorados  e o resultado do valor presente liquido da projeção calculada.

Boa sorte e fique a vontade para comentar e tirar dúvidas!

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Sua empresa tem foco?


Existe empresas que estão sem foco de mercado porque seus produtos e serviços possuem diversas finalidades e ou diferentes perfis de clientes. Diante dessa situação, faz-se necessário avaliar todas as possibilidades e depois traçar prioridades. Utilize a tabela abaixo e descreva cada produto e ou serviço a partir da indicação de cada coluna.

 

Produto

Finalidade

Motivação de compra

Perfil de cliente

Oportunidade de venda

Dinâmina financeira

Rede de contato

Prod A Decoração Proporcionar beleza e bem estar

 

Gerar status

Classe A

 

Conhecedor da qualidade

Colecionador

Exposições

 

Indicação de arquitetos

 

 

Poucas vendas

 

Margem alta

 

Produzir por encomenda

Sr XXX

SraYYYY

Prod A Decoração Proporcionar beleza e bem estar

 

Classe B

Bom gosto

Varejo

 

Indicação de amigos

 

Merchandising

Muitas vendas

 

Margem intermediária

 

Produzir em escala

Não conhece varegistas
Prod B Terapeutica Reduzir estresse

 

Restaurar capacidade motora

 

Classe A e B

 

Empático com terapia alternativa

 

Varejo especializado para esses tipos de produtos

 

Vendas e margem intermediária

 

 

 

Conhece potenciais clientes

 

Não conhece potencias vendedores

             

Cada coluna precisa corresponder com a descrição de cada produto citado.

Detalhe:

  1. Descreva cada produto ou serviço
  2. Explane qual a finalidade de uso ou consumo
  3. Qual a motivação de compra? O que leva as pessoas comprarem aquele produto ou serviço?
  4. Qual o perfil de cliente? Qual estilo de vida? Renda? Localização geográfica?
  5. Quais as possibilidades de comercialização? Como conectar os clientes com os produtos? Quais os canais de comercialização?
  6. Qual a dinâmica exigida para a empresa? Qual o ritmo de produção? Qual a projeção financeira? Qual a necessidade de capital de giro?
  7. Quais os potenciais contatos que conheço para viabilizar o processo de comercialização?

A partir dessa descrição, deve-se analisar a realidade atual da empresa, a situação financeira, capacidade de investimento e a visão de longo prazo da empresa.

Priorize e detalhe sua abordagem estratégica e canalize seu tempo e ações!

Empréstimo, Finanças, Investimento

Novos investimentos vão contribuir para sua empresa?


Muitas empresas, sejam elas com pouco tempo de funcionamento ou que já possui muito tempo no mercado, procuram recursos em instituições financeiras para investir na empresa.

Os empresários podem captar, no mercado financeiro ou através de suas decisões gerenciais, recursos para investir no empreendimento. Os empréstimos são interessantes quando possuem um custo financeiro atrativo diante de outras fontes alternativas.

As instituições financeiras não emprestam de forma aleatória, faz-se necessário algumas informações estruturadas e um bom diálogo sobre o grau de conhecimento do empresário para averiguar sua competência gerencial, além dos objetivos da aplicação dos recursos a serem emprestados.

Alguns objetivos de financiamentos são questionáveis geralmente, tais como:

  • Compra de móveis e ou equipamentos que não venham contribuir para a produtividade ou da empresa
  • Investimentos que não venham contribuir com o aumento de faturamento
  • Pagamento de dividas simplesmente
  • Usufruto pessoal
  • Construções sem estar conectada com o negocio em funcionamento.

As situações acima geralmente possuem outras soluções e possuem causas que não serão sanadas de forma definitiva, através de empréstimo.

Já os objetivos de financiamentos interessantes:

  • Compra de móveis e equipamentos que venham aumentar significativamente a produtividade e a capacidade atendimento aos clientes, que já não estavam sendo atendidos
  • Capital de giro para alavancar as vendas, diante de grandes propostas que superam seu crédito com seus fornecedores
  • Reformas que contribua na melhoria na visualização da empresa perante os clientes

Esses objetivos devem a ser alinhados com a possibilidade de gerar maior rentabilidade para empresa.

Após avaliar os interesses de se buscar investimentos, é importante  analisar a empresa, observando o fluxo de caixa da empresa e a  capacidade de alavancagem e pagamento do empréstimo.

Nunca se deve esquecer-se de averiguar os custos financeiros envolvidos neste financiamento, tais como taxa de analise cadastral, IOF, custas cartoriais, taxas de utilização de fundo de aval, entre outros.

Avalie seu relacionamento com o banco e o que são oferecidos indiretamente, atrelado ao empréstimo, como seguros, poupanças de capitalização, cartões de crédito, etc. Esses serviços oferecidos indiretamente,  às vezes, fazem parte da parceria, mas cuidado!!! Não são obrigatórios estarem atrelados para ser liberado o financiamento. Caso façam isso, comunique para ouvidoria desta instituição financeira.

Muitas pessoas criticam o processo do pleito do financiamento diante de sua suposta burocracia. Não venho aqui defender as instituições financeiras, principalmente quando nesse processo não é realizado ou explicitado de forma clara para os clientes. Se a empresa possui todos seus documentos em dia, uma contabilidade mais próxima de sua realidade financeira, histórico dos sócios corretos, garantia ou alternativas de garantia correspondente com a necessidade – cria um ambiente e potencialidade para uma boa negociação e suposta liberação do pleito financeiro.

Pense e analise antes de buscar qualquer financiamento.