Cultura Organizacional, Gestão empresarial, Inovação, Mercado, mundo digital, Mundo virtual

Transformação digital e suas armadilhas


A dinâmica do mercado com os avanços tecnológicos junto com a sociedade líquida, que vem se apresentando, leva as empresas a caírem em armadilhas de erros primários na busca da modernidade e melhoria dos processos. Tudo começa no modelo mental da tomada de decisão dos gestores,  sejam eles nativos digitais ou não.

Cuidados excessivos e ao mesmo tempo contraditórios, quando uma das partes da empresa cria regras de seguranças extremas e a outra na modelagem do negócio, são imprudentes. Tudo por que consideram que estão tendo iniciativas arrojadas, além de colocar pessoas sem noção na liderança de frente de projetos inovadores.

Mas assumir mais riscos não significa ser mais arriscado. Fazendo movimentos imprudentes, ignorando o senso comum e perdendo de vista  a proposta de valor da empresa,  pode desfazer iniciativas arrojadas.

Medo do desconhecido, em muitos casos, é constante, os medos são compreensíveis das pessoas e se dissipa ao conhecer as análises do próprio setor, da concorrência, do mercado, das tendências, os aspectos futuristas e outras variáveis. Esta análise externa deve ser acompanhada de uma avaliação interna profunda, também.

Isso começa com uma avaliação completa dos ativos da empresa – marcas, capital, dados, clientes, produtos, pessoas e lacunas de capacidade. As melhores empresas também desenvolvem uma imagem objetiva de seu quociente digital, os elementos de seus negócios que agregam o maior valor e as desvantagens estruturais que enfrentam.

Falta de foco pela febre da ampla experimentação gera emoção e aprendizagem, mas também pode ser autodestrutiva se não for gerenciada cuidadosamente. Executar muitas iniciativas, perde-se  o foco da gestão, prejudicando as idéias promissoras diante dos recursos de que necessitam para uma expansão das idéias bem sucedidas.

Muitas vezes, as empresas fornecem recursos em programas que produzem ganhos de curto prazo, mas não podem ser dimensionados, não são sustentáveis ​​e não agregam valor. Para evitar essa energia desperdiçada, qualquer transformação digital deve começar com a compreensão das necessidades dos clientes e criar soluções que não só pode abordá-las, mas que tenham o potencial de gerar o maior impacto.

Gastos desordenados ou crescimento de receita demoram mais do que o esperado. As principais empresas começam por segmentar ganhos rápidos para desbloquear o valor para que o esforço se ajude, muitas vezes nos primeiros três meses. Na verdade, essa abordagem pode ser tão eficaz que as empresas mais bem sucedidas geram mais poupanças ou receitas do que são necessárias para financiar uma transformação.

Suposta falta de talento, a maioria das empresas que embarcam em transformações digitais subestima o tempo que leva para criar recursos.

Elas sabem que precisam de talento digital, mas não de que tipo ou quanto. Qualquer pesquisa efetiva de talentos deve começar com a identificação dos problemas que precisam ser resolvidos. Isso ajuda a esclarecer os conjuntos de habilidades que você precisa. Após uma análise preliminar, por exemplo, uma empresa determinou que precisava de 11 pessoas com conjuntos de habilidades específicos – “líderes” e “realizadores” – para completar um projeto central como parte de uma transformação.

Criar um ambiente de trabalho de iniciação com espaços informais onde as pessoas podem reunir e compartilhar idéias pode ajudar a atrair o talento certo.

Falta de disciplina é o resultado não harmonioso da agilidade e velocidade são uma segunda natureza para uma organização digital, mas a energia pode se transformar em caos se não for canalizada propositadamente. Os líderes precisam ser sistemáticos para identificar e capturar o valor comercial, que começa com a criação de transparência e métricas úteis para acompanhar o progresso das iniciativas digitais.

A disciplina não deve ser confundida com a rigidez. Ter um modelo de recursos flexíveis para mover pessoas e fundos, por exemplo, para desenvolvimentos promissores e abordar questões-chave rapidamente, se necessário.

Falha no aprendizado gera um caminho desastroso da transformação quando se para de aprender. As empresas bem-sucedidas recompensam a experimentação porque aprendem com os erros, uma empresa na busca de melhoria continua , por sua vez, promove mais criatividade.

A aprendizagem efetiva, no entanto, não acontece apenas por conta própria. As empresas precisam investir em sistemas para capturar lições e aprender com elas.

As organizações que abraçam a aprendizagem normalmente desenvolvem protótipos baratos, avaliam-no com os clientes e refinam-os repetidamente até chegarem a um produto mínimo viável (MVP). Eles buscam comentários sobre novos recursos de pequenos grupos de clientes através de pesquisas simples ou medindo suas respostas para elementos específicos. O movimento nos dias atuais concretos de aprendizagem coletivo.

Mudanças e suas fadigas pois todo o processo de de transformação e implementação de novos projetos precisam de alguns experimentos. Por sua vez existe equipes pequenas, turnover de equipes, disseminação com todas as equipes além de cumprir com a rotina da empresa. Tudo isso no cenário da rapidez da transformação digital com suas métricas. Cada empresa possui sua realidade e o processo precisa ser simplificado para que não caia na armadilha da fadiga no desempenho da equipe.

Ir sozinho mas viver em um ambiente coletivo pois se o velho mundo tratasse de manter as coisas abertas e fechadas, o novo mundo é sobre engajar-se com um ecossistema de parceiros e vendedores. Essa abordagem pode ajudar a acelerar o acesso aos mercados, talento, capacidades e tecnologias. As empresas ágeis criam capacidade digital em velocidade usando recursos existentes, como softwares de código aberto, que podem ser personalizados para suas necessidades. As empresas líderes também estão criando recursos de gerenciamento de relacionamento com ecossistemas, de equipes de negociação que rastreiam potenciais parceiros para pessoas dedicadas ao gerenciamento de comunidades de parceiros e desenvolvedores.

Suposta lentidão mas na realidade é mais rápido que você pensa que está indo, é provável que não seja rápido o suficiente. A velocidade é essencial quando se trata de reagir às mudanças do mercado e capturar oportunidades de receita antes que os concorrentes o façam.

Para você perceber se não está caindo em uma armadilha tenha clareza onde você sua empresa veio, onde está, e para onde se quer chegar! Sempre ter indicadores de resultados além de monitorar o mercado com visão sistêmica!

Fonte: McKinsey, 2017.

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Comportamento do consumidor, comportamento empreendedor, Gestão empresarial, Modelo de negócio, Risco Empresarial

Sucesso ou fracasso: produto x cliente x mercado


Na análise dos negócios perante seu sucesso e fracasso, encontra-se três variáveis importantes: mercado, produto, cliente.

Foto: Conceição Moraes

Mercado

O Mercado possui a grande importancia nos dias de hoje. Começando analisar se o Mercado esta saturado ou não e se esta explorando o oceano azul, volume de potenciais clientes viáveis para o empreendimento seja para o público em massa ou de nicho de mercado.

Existe também questões não controláveis para se precisa ter o conhecimento para se relizar algumas internvenções estratégicas para solucionar ou minimizer. Algumas variáveis que e deve observer são a forca da barganha seja do fornecedor, concorrencia ou clientes e se a empresa consegue enfrentar e lidar com eles. Diagnósticar se sua empresa tem valor, fácil ou não de ser copiada, se possui estratégia sustentável ou temporária.

Produto

Produto é algo interessante e peculiar pois se pode atender, ter fácil acesso ou não, se exitiu equívoco na escolha dos potenciais clientes. Será que o produto e serviço proposto tem aderência com o perfil dos clientes escolhidos ou não. Possui conformidade com a expectativa do cliente, sendo a solução dos problemas. Ou de fato o produto que você está colocando no Mercado é ou n˜åo de fato a verdadeira solucão dos clientes que supera os produtos e serviços substitutos.

Cliente

Será que os clientes estao dipostos a pagar a solução proposta? Conseguem visualizar a solucao que você está se propondo? O canal de comunicação esta sendo eficaz ou precisa mudar? Os clientes ainda utiliza uma solução secundária, apesar de não resolver 100% produto substitute. Mesmo assim sua empresa não foi capaz de solucionar com preço justo, solução aderente e com pouco esorço do cliente.

Essas reflexões são os principais equívocos que as empresas erram e insistem no erro ou não.

Nesse context, será o divisor de águas do sucesso ou fracasso é agilidade de identificar essas questões e corrigir de imediato para captar os clientes que venham corresponder com sua proposta de valor desenhada e vice e versa!

Por Conceição Moraes

Gestão empresarial, Inovação, Oportunidade de negócio, Statups

Processo cognitivo: um caminho para inovar


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Todos os dias encontramos artigos, palestras, videos, livros sendo lançados falando sobre inovação. A palavra do momento e quase a solução de todos os problemas é a inovação.

Observamos alguns países e consequentemente algumas culturas organizacionais não admtem os erros pois representa incompetência de gerenciar ou até mesmo ter outras empresas. Por outro lado, uma cultura organizacional flexível, coerente nas relações de confiança e ambiente favorável para o erro e acertos, contribui sensivelmente para insights para inovação.

Novas ferramentas vem sendo utilizadas como design thing, técnicas visuais, brainstorm, estilos leans, desconferências e outras são utilizadas para estruturar mas esquecem da essência de quem está por trás de tudo isso é o ser humano que é e será a fonte de toda imaginação, reflexão, criatividade e a própria inovação que venha fazer a diferença na sociedade e nas empresas.

Pensando no ser humano, início, com a sua cognição que constantemente é dinamizado e evoluído na nossa forma de sermos humanos, como enxergamos e o tempero do nosso mindset. Um dos atores de referência fala que aspectos cognitivo se refere a crença ou opinião acerca de um objeto, pessoa ou situação.

Como poderemos ter um potencial inovador se não exploramos nosso processo cognitive? E aí você pode perguntar: como exemplo ou amplio minha forma de ver o mundo?

Eis a questão! Precisamos sempre buscar novas experiências, conhecer coisas novas, escutar opniões diferentes. Sair da nossa rotina e do ambiente comum.

Ver, escutar e entender diferentes culturas, rotinas das vidas das pessoas, diferentes formas de gerenciar uma empresa. Degustar pratos que nunca comemos, entender e respeitar a religião das pessoas.

Alguns empresários internacionais de sucesso quando viajam não procuram fazer benchmarketing com empresas similares e sim conhecer empresas de sucesso, seja com longividade ou tecnológica que venham permitir a conhecer opniões, objetos, pessoas em situações diferentes.

Cada vez que você se permite ao novo, você se permite a inovar na sua vida e nos ambientes organizacionais que venham lhe permitir.

Agora a jamais se poderá tirar sua liberdade de criar e imaginar rotinas e coisas novas na sua vida.

por Conceição Moraes

 

consumo simbólico, Gestão empresarial, Mercado, Modelo de negócio

Turismo: um perfil de clientes em crescimento


Ao assistir o episódio deste filme a seguir, fez-me lembrar como é chato a passagem rápida nos locais que você quer visitar e quando é gerado a expectativa de um pacote de viagem turística.

 

Vou falar de um segmento de clientes que muitas as agências tradicionais estão perdendo.

Esse segmento vem crescendo com a nova geração que está começando a fazer parte da economia ativa do Brasil. Esse perfil de pessoas a cada dia estão se afastando das empresas de turismo tradicionais, fugindo de pacotes fechados de viagens.

Eles querem muito mais que visitar uma cidade, querem conhecer com detalhes alguns lugares, ter experiência naquela cultura da localidade a ser visitada. Inclusive, buscar conversar e ter trocas de idéias, experiências e pontos de vista sobre o mundo e a sociedade.

Alguns empreendimentos tem explorado essas possibilidades e por isso vem se consolidando no mercado, como por exemplo:

A escola de inglês, Pacific Gateway international college, Vancouver, Canada procura promover atividade extra classe de conversação com canadenses voluntários de diversos perfil para corresponder com a curiosidade e identificação dos  alunos terem maior imersão na cultura e na linguagem popular.

A comunidade couchsurfing, promove a troca de cortesia de hospedagem de graça ou um simples happy hour entre as pessoas que estão em viagem e com pessoas do local visitado.

A comunidade AirBNB também promove a mesma experiência de convívio e imersão de como é morar naquela localidade.

A comunidade bla bla bla car, muito utilizada na frança e que está expandido para outros países, inclusive no Brazil, as pessoas rateiam os custos da viagem de carro e já possui pequeno filtro para existir compatibilidade entre as pessoas e trocarem experiências entre o motorista e a pessoa que está pegando carona.

Em varias cidades, principalmente na Europa, possuem comunidades que você escolhe suas preferências, levam você para lugares onde realmente os moradores frequentam, sem ser os ponto turísticos clássicos divulgados em guias e reportagem. Promovem a imersão no ambiente diário da localidade enfatizando o filtro dos grupos de preferências, tais como, arquitetura, natureza, aventuras, compras, vida noturna, etc.

As algumas empresas para minimizar o decrescimento desse segmento, estão só oferecendo pacotes só com passagem aérea ou transporte e hospedagem, deixando o cliente criar seu próprio roteiro.

Essas exemplos e muitos outros é para mostrar que a expectativa e as preferências dos turistas estão mudando. Precisa ser observado e algumas empresas de pequeno porte precisa avaliar sua proposta, a segmentação de clientes e portfólio de serviços  para não ficar na mesmice dos pacotes fechados das grandes empresas e criar oportunidades e diferenciais.

Reflita que experiência você, empresa, está  promovendo ao turista? Algo inusitado  por mais simples que seja? Algo singular? Ao que gere significado para o cliente?

Eis o diferencial para as pequenas empresas.

Por Conceição Moraes

E-commerce, Gestão empresarial

Ferramentas a favor da sua força de vendas


Atualmente existe várias ferramentas para apoio da construção do relacionamento com o cliente e parceiros. Parte dessas ferramentas você poderá testar por bom tempo gratuitamente para até aumentar o volume das atividades.
As ferramentas a seguir poderá contribuir para se comunicar, ativar e realizar vendas.

Fonte: https://www.flickr.com/photos/dragonfly_illustration/4191929112/sizes/s/

Contact Monkey – contribui para integração de email para atuação nas vendas. Possui relatório analítico e a utilização free são para 10 email por mês. http://www.contactmonkey.com
Streak – contribui para relacionamento com clientes e uma das ferramentas que compartilhamento de inbox e rastreamento por e-mail, além de programar os disparos. A utilização free é para 200 rastreamento. https://www.streak.com
Sidekick – contribui para monitoramento se os e-mail estão sendo abertos ou se abriram o link. Poderá programar os disparos de email e escolher quais precisam ser monitorados se foram abertos ou não. Gratuitos só para 200 e-mail por mês para monitoramento. http://www.getsidekick.com
Mailchimp – ferramenta para realização de e-mail maketing. Gratuito para 2000 e-mail por mês. http://mailchimp.com
Zoho – Gerenciamento do CRM da empresa com tarefas automatizadas, capitura o estágio do cliente no site que se poderá fazer intervenções para ativar e gerar conversões em venda. Gratuitos para 10 usuários. https://www.zoho.com/crm/
Brainshark – cria, compartilha e rastrea videos e apresentações a serem compartilhadas. Não ficou, para mim, claro a capacidade e preço para o nível avançado. http://www.brainshark.com/mybrainshark
Boomerang – ativar no gmail para programar, rastrear recebimento,clicks de links e prazo de resposta dos email enviados. Além de relatório analítico. https://chrome.google.com/webstore/detail/boomerang-for-gmail/mdanidgdpmkimeiiojknlnekblgmpdll?hl=en
 No mercado tem muito mais, essas são exemplos que poderá facilitar e gerar efetividade na sua estratégia de comunicam por email ou pelo site de sua empresa. Sempre teste antes de tomar a decisão para realizar a assinatura de qualquer ferramenta.
Pense integrado no se comunicar com o cliente e use os meios mais efetivos para chegar até ele!
comportamento organizacional, Contrato social, Empreendedor, Startup

Talk:Direto ao ponto: o que fazer pra sua startup durar além do fim de semana


Description:

Eventos para criação de startups, hackathons e competições temos aos montes. Tá…mas logo depois que passa toda aquela euforia… precisamos botar o negócio pra gerar na alta. Nesse painel, aprenda com outros empreendedores o que eles fizeram para que o seu empreendimento de fato aconteça.


Speakers:

Moderação: Maria Conceição Moraes (Sebrae)
Carlos Ninja (CE – AgendaKids)
Luiz Fernando Gomes(PE – lotebox)
Vinnie Oliveira(PB – Glocal Arts)
Breno Fontes(RN-Findemeapp)

Comportamento do consumidor, comportamento empreendedor, comportamento organizacional, Estratégias

Um novo pensar na concepção de negócios e como explorar as oportunidades


Assista o relato de Don Tapscott que vem várias menções  da sociedade que se está se formando e que se vem reconstruindo os interesses e a importância econômica de alguns negócios. A democracia do saber e um mundo sem fronteiras vem exigindo um repensar e o se reinventar de vários tipos de negócios existentes. É um caminho sem volta e não tem barreira econômica ou judicial que consiga segurar.

https://embed-ssl.ted.com/talks/don_tapscott_four_principles_for_the_open_world_1.html

Estratégias, vendas

Venda casada, segundo a legislação…


Na busca de vender mais, procura-se usar estratégias para estimular as vendas. Algumas estratégias gera intimidação do cliente, levando a pensar se ele não aceitar uma “suposta venda casada”, não vai ter acesso ao produto ou serviço que ele mais quer.

O ministério da justiça apresenta um video sobre aspectos legais quanto a venda casada, assista:

Comportamento do consumidor, comportamento empreendedor, E-commerce, Geração X, Y e Z, Gestão empresarial, Modelo de negócio

Mundo virtual: um caminho sem volta para as empresas


Como diz Bob Dylan: “Existe alguma coisa acontecendo aqui, mas não sei o que é?” As pessoas mais conectadas, o uso frequente das redes sociais e alto índice com compartilhamento tem promovido uma revolução silenciosa. O ser humano nesta sociedade informacional vem resinificando as relações sociais e suas referencias culturais de tal forma que está havendo uma construção e desconstrução do pensar, do comportamento e de organização social.
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Diante desse contexto, segundo Tapscott(2011), as organizações podem ser bem-sucedidas e sobreviverem nesse novo ambiente, adotando cinco princípios: colaboração, abertura, compartilhamento, integridade e interdependência nas relações com seus principais atores empresariais – cliente, funcionários, fornecedores e sociedade.

A Colaboração na web está sendo a alternativa para companhar a velocidade da ciência e tecnologia que venham a evoluir os produtos e serviços. De tal forma que se vem refletindo a possibilidade das instituições sem fins lucrativos que fazem a usinagem do conhecimento atuarem ativamente na colaboração de resolução de problemas.

A abertura está associada a transparência, liberdade, flexibilidade, envolvimento e acesso. Nesta era digital já existem vários sites que promovem o consumo consumo consciente dos bens e serviços, havendo questionamentos de toda ordem e a exigência de transparências das práticas publicas e privadas.

Compartilhamento do conhecimento e de recursos para evitar desperdícios, além de redefinir os conceitos dos espaços públicos e bens públicos.

A integridade preconizada pela responsabilidade social de não só fazer o bem e gerando lucro, mas respeitando o meio ambiente e gerando benefícios na sociedade em que atua.

Interdependência global já é o que estamos vivenciando com a economia global e os intercâmbios sociais, gerando impactos financeiros, culturais e comportamentais.

Procurando traduzir essas questões para a dinâmica interna da empresa, é importante observar o perfil dos funcionários e clientes. O pesquisador Tapscott (2008), subdivide em quarto gerações: baby boomer, geração X, geração Y e geração Z. Essas gerações não correspondem a divisão tradicional como sendo aquela que sucedem os nossos pais. Essa subdivisão está sendo considerada a cada 10 anos:

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Os baby boomers fazem parte do contexto histórico do término da II Guerra mundial e da Guerra fria, além dos conflitos políticos ocorridos no Brasil na década de 64.

São consumidores tradicionais que vislumbram a eternidade das coisas e como funcionários, almejaram construir uma carreira sólida e compromissada afetivamente com as empresas com as quais trabalhavam. Além de terem tido uma educação mais formal com a figura da autoridade no cerne familiar, transbordando para o ambiente profissional.

Os da geração X, vivenciaram o início das políticas do controle da natalidade, havendo um declínio do crescimento populacional. Foram os melhores educados academicamente de todas as gerações. Vivenciaram no Brasil o movimento das diretas já, os caras pintadas e conheceram a AIDs. Viu a tecnologia começando a ser democratizada. Por terem vivenciando todo o período inflacionário da economia brasileira, são muitos apegados aos seus patrimônios e fazem questão de demonstrar suas conquistas. Apesar de serem os mais velhos usuários dos computadores e da web, possuem certa resistência a inovação.

A geração Y são os últimos filhos dos baby boomers, porque prolongaram sua juventude, além de passarem seu tempo fazendo música e atuando socialmente.

Essa geração foi Influenciada pela  guerra do Iraque, a vida com AIDS, Princesa Diana, Bill Clinton, Jorge Bush, Lance Armstrong. No Brasil, vivenciaram a democracia e economia aberta. A internet mais democratizada, abrindo o mundo e reduzindo fronteiras para eles. São profissionais mais focados em si e priorizam o prazer no que faz, buscam crescimento na sua carreira profissional e querem ter uma atuação mais participativa na empresa no qual trabalha. Os dessa geração foram os mais significativamente afetados pela mudança tecnológica, não houveram tempo para vivenciar calmamente a evolução tecnológica.

Já a geração Z, são os considerados os nativos digitais, a tecnologia é como o ar que respiram. São altamente imediatistas. Essa nova geração vem quebrando alguns ‘rituais’ de comportamento consolidados no século XX e do início deste século. Já se pode observar a usabilidade de várias tecnologias que faz parte de nosso dia a dia, e que essa nova geração faz uso de forma diferenciada, tais como:

  • Buscam constantemente atualização através das notícias quentes pela internet, geralmente, utilizam algum gerenciador de notícias para receberem de imediato.
  • Gostam de ver e escutar o que estão sendo mais demandados na internet através de podcast, Youtube e outros canais na web.
  • Preferem assistir TV pela internet ou, no máximo, canais segmentados em TV fechada, como por exemplo, documentários, vida animal, sport e outros;
  • A forma de utilizar o celular é diferente de seus pais. Enquanto os pais conversam com parentes e amigos; seus filhos passam mensagens. Diante desse comportamento, já existe concurso para quem tem a habilidade de digitar mais rápido no teclado do telefone;
  • Se perguntarem o que eles sentem mais falta em acesso tecnológico, falam que é o telefone, pois o aparelho virou co-piloto de suas vidas: despertador, acesso a notícias e às redes sociais, fazem compras, check-in nos aeroportos, assistem a filmes, GPS e outras funcionalidades;
  • Não gostam de usar email e não sabem o que é postar uma carta nos correios. Eles preferem MSN, Twitter, G-talk, Skype, mensagens nas redes sociais e outras formas mais simples de comunicação;
  • No lugar de escutar músicas via rádio, preferem fazer download e selecionar suas preferencias nos seus mp4, IPod, etc.
  • Estão dando o direcionamento do conteúdo e das tecnologias em uma teia de colaboração, realizando upload de conteúdo: vídeos, áudio, imagem, além de terem blogs e emitirem suas opiniões sobre produtos, serviços, filmes e outras questões que consideram relevantes.

Essas gerações estão convivendo nas empresas como funcionários e são perfis que precisam ser atendidos de forma diferenciada pelas empresas, como clientes.

Na perspectiva como funcionário, todos possuem um espaço ocupacional estratégico, tais como, as atividades de planejamento corresponde mais para os Baby boomers e a definição orçamentária e tática poderá ser bem realizada pela geração X e a geração Y, que trazem mais inovação e se identificam mais com a execução dos projetos.

Agora todos precisam vivenciar e compreender as mudanças que o mundo virtual está provocando nas empresas com o objetivo de desenvolver estratégias de conceitos de negócios diferenciados a partir da cocriação.

Existem etapas de implantação dessa abordagem gerencial – cocriação:

  • Criar uma “plataforma”. Essa plataforma poderá ser um ambiente na web nas redes sociais, ning, orkut, facebook, basecamp, blog, dentre outras; e ou, no próprio site da empresa;
  • Solicitar feedback dos consumidores e enriquecer a plataforma, incorporando todos os esforços de customização feitos pela rede de consumidores;
  • Permitir um espaço para que cada consumidor customize a plataforma, adequando-a a sua identidade pessoal,favorecendo um ambiente para conversação de experiências e emoções ao consumirem os produtos e serviços. Além de sugestões e dicas de melhorias ou desenvolvimentos de novos produtos;
  • Tudo isso precisa contemplar a interação ativa de vários atores importantes da empresa: clientes, funcionários, fornecedores, parceiros de canais de comercialização, sociedade;
  • Quanto à empresa e cliente, diversas situações em que os clientes participam do processo de construção e melhorias dos produtos e serviços da empresa, além de reinventá-los;
  • Quanto à empresa, fornecedores e parceiros de canais de comercialização;
    • Precisam refletir sobre o propósito, os valores e compreendam os modelos de negócio uns dos outros, para que, mutuamente, desenvolvam contratos legais sólidos;
    • Quanto à sociedade, precisa existir transparência, provendo a comunicação aberta sobre suas ações e espaço para feedbacks.

E não se pode esquecer os funcionários, pois esse serão uma peça chave para articular e fazer acontecer todo esse processo.

Essas relações vão definindo estratégias e alternativas para os negócios conectados e em verdadeira dinâmica de transformação sintonizada com o mercado. Não perdendo de vista os seguintes critérios de decisão:

  • desejabilidade – faz sentido para as pessoas, clientes,;
  • viabilidade – poderá fazer parte de um modelo de negócio sustentável;
  • praticidade – é funcionalmente possível no futuro próximo.

Agora tome essa explanação como ponto de partida para monitorar esse mercado e resinificar sua empresa.

Não deixe de ler a referência bibliográfica que me fundamentou esse artigo e emita e compartilhe seus insights no @mcmoraescosta.

  • Brown, Tim. Design thinking: uma metodologia ponderosa para decretar o fim das velhas ideias. Brasil,Rio de Janeiro, 2010 249p.
  • Castells, Manuel. Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 2010, 698p.
  • Friedman, Thomas L. O mundo é plano. Brasil, Rio de Janeiro: Objetiva, 2009, 625p.
  • Globo, TV – Série do Jornal da Globo: Geração Baby Boomers X, Y e Z, disponível https://www.youtube.com/watch?v=TCDtJKUpR1A , acessado em 11 de novembro de 2011
  • Gouillart, Francis J.; Ramaswany, Venkat. A empresa cocriativa: por que envolver stakeholders no processo de criação de valor gera mais beneficios. Brazil, São Paulo: Symnetcs, 2010, 267p
  • Shirky, Clay. Here Comes Everbody. Canada, Toronto: Penguim Books, 2008, 344p.
  • Tapscott, Don ,Grown Up Digital: How the Net Generation is Changing Your World. USA, New York: The McGraw-Hill Companies, October 2008, 368p.
  • Tapscott, Don. Macrowikinomics: reiniciando os negocios e o mundo. Brasil, Rio de janeiro: Elsevier, 2011, 414p.
Gestão empresarial

6 anos de Blog – criado especialmente para você


Caro leitor,

Esse blog só tem sentido com você. E por conta da sua participação e troca de idéias, esse blog fez 6 anos que foi criado!

Obrigada pela sua participação e engajamento!

Conceição

Fonte: Conceição Moreas
Fonte: Conceição Moraes