Processo cognitivo: um caminho para inovar


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Todos os dias encontramos artigos, palestras, videos, livros sendo lançados falando sobre inovação. A palavra do momento e quase a solução de todos os problemas é a inovação.

Observamos alguns países e consequentemente algumas culturas organizacionais não admtem os erros pois representa incompetência de gerenciar ou até mesmo ter outras empresas. Por outro lado, uma cultura organizacional flexível, coerente nas relações de confiança e ambiente favorável para o erro e acertos, contribui sensivelmente para insights para inovação.

Novas ferramentas vem sendo utilizadas como design thing, técnicas visuais, brainstorm, estilos leans, desconferências e outras são utilizadas para estruturar mas esquecem da essência de quem está por trás de tudo isso é o ser humano que é e será a fonte de toda imaginação, reflexão, criatividade e a própria inovação que venha fazer a diferença na sociedade e nas empresas.

Pensando no ser humano, início, com a sua cognição que constantemente é dinamizado e evoluído na nossa forma de sermos humanos, como enxergamos e o tempero do nosso mindset. Um dos atores de referência fala que aspectos cognitivo se refere a crença ou opinião acerca de um objeto, pessoa ou situação.

Como poderemos ter um potencial inovador se não exploramos nosso processo cognitive? E aí você pode perguntar: como exemplo ou amplio minha forma de ver o mundo?

Eis a questão! Precisamos sempre buscar novas experiências, conhecer coisas novas, escutar opniões diferentes. Sair da nossa rotina e do ambiente comum.

Ver, escutar e entender diferentes culturas, rotinas das vidas das pessoas, diferentes formas de gerenciar uma empresa. Degustar pratos que nunca comemos, entender e respeitar a religião das pessoas.

Alguns empresários internacionais de sucesso quando viajam não procuram fazer benchmarketing com empresas similares e sim conhecer empresas de sucesso, seja com longividade ou tecnológica que venham permitir a conhecer opniões, objetos, pessoas em situações diferentes.

Cada vez que você se permite ao novo, você se permite a inovar na sua vida e nos ambientes organizacionais que venham lhe permitir.

Agora a jamais se poderá tirar sua liberdade de criar e imaginar rotinas e coisas novas na sua vida.

por Conceição Moraes

 

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Eventos internacionais – Você já preparou sua estratégia de venda este mês?


Se você ainda não se preparou para esse evento, empreendedor, saiba que ainda dá tempo de fazer alguns ajustes. Procure preparar seu empreendimento e não deixe de vender, porque você não sabe inglês, alemão, espanhol, japonês ou qualquer outra língua dos visitantes que teremos nas nossas cidades.

O mundo todo foi convidado para vir ao Brasil assistir aos jogos da Copa do Mundo, ou acompanhá-los pela TV e telões espalhados na cidades do Brasil. Existe muitas propagandas nas ruas de todas grandes cidades do mundo, como por exemplo, no metrô, nos outdoors, na TV, nos vídeos dos aviões, e onde pode e possível fazer divulgação.

Publicidade da copa na Asia

Fonte: Conceição Moraes

 

 

Algumas dicas para minimizar possíveis problemas de comunicação:

exemplos de comunicação

Fonte: Conceição Moraes

 

1 – Monte um folheto com principais perguntas e respostas sobre o seu produto e/ou serviço, pelo menos em inglês e português. Dessa forma você ajudará o turista a perguntar e ‘aprender’ sobre o que deseja em português.

2 – Se você vai vender refeições, tenha boas fotografias sobre o que vai servir e/ou o nome em português, com a citação em inglês dos principais ingredientes. Ajuda a vender se você não tem um bom desempenho para explicar os pratos em outras línguas, além de gerar mais segurança na escolha.

3- Na maioria dos países europeus, as frutas são geralmente muito caras para eles mesmos, então, quando eles visitam países com a variedade de fruta que nós temos e com o preço justo, eles se sentem atraídos para consumir. Então, higienize bem as frutas, faça uma boa exposição, monte o kit lanche.

4- Tenha uma tabela de preço do seu produto, no cardápio ou na etiqueta do produto para que não se possa ter dúvida sobre o valor do produto. Fique atento para mostrar que já está incluso o imposto, isto é, que é o preço final. Em alguns países mostram na vitrine o preço do produto e quando você vai pagar é incluso o imposto, então, deixe claro que aqui no Brasil é diferente.

5-Trate com educação, mas cuidado com o ‘excesso’ de simpatia. Por exemplo, não toque na pessoa, no máximo, um aperto de mão, pois muitos países não têm a cultura de tocar no outro ou dar dois beijinhos, se não for uma pessoa seu circulo de amizade.

6- Se você não sabe pronunciar os números, nas diversas línguas dos visitantes que teremos, e nem entende o valor do que estão falando. Segue a dica:

 

Calculadora

Fonte: Conceição Moraes

6.1- Use uma calculadora grande para ajudar na visualização. Quando o turista lhe perguntar o preço (How much?), você poderá escrever na calculadora e a deixe disponível para o turista utilizá-la, porque muitos vão querer fazer a conversão para sua moeda para ter noção do valor que está pagando. Além de deixar claro o valor, o troco do pagamento em dinheiro, ou até mesmo no processo de negociação, quando solicitado desconto.

7- Entre no clima. Use as cores de sua bandeira e, dependendo da ocasião, dos times que vão jogar na sua cidade, para acolher as torcidas estrangeiras neste início do mundial de futebol. Cuidado para não usar os nomes registros pela Fifa, para não estragar as suas vendas com alguma multa. Para isso, leia o artigo a seguir: http://www.inpi.gov.br/images/stories/downloads/pdf/alto_renome_das_marcas_da_fifa.pdf

Não deixe passar a oportunidade de vender!

Reflita e use sua criatividade para que o turista se sinta bem, seguro e consciente do que está comprando ou utilizando, além de acolher com simpatia e respeito.

Procure ao máximo facilitar a comunicação e preservar o valor da honestidade.

Bons negócios de boa sorte!

Negócio virtual ou presencial? – parte 2


Dando continuidade ao artigo “Negócio virtual ou presencial?”, vamos continuar a análise das diferenças e similaridades de negócios no ambiente digital e negócios presenciais.

Neste artigo, os aspectos serão explanados sobre as formas de pagamento e alguns aspectos de mercado que se referem à  imagem da empresa e interatividade.

Formas de pagamento

Presencial

  • Cartão de crédito e débito, dinheiro, cheque, boleto bancário por via financeiras

Virtual

  • Cartão de crédito e débito, boleto bancário, mediadores de pagamento (paypal, pagueseguro, moip).

Mercado

Os aspectos que tratam sobre a imagem da empresa e interatividade com o cliente podem estar divididos como produtos no ambiente, em vitrine, experiência de ver e tocar o produto e publicidade.

Disposição do Produto no ambiente

Presencial

  • Trabalhar todo o layout de loja nos conceitos de merchandising

Virtual

  • Trabalhar o layout da página com design, explorando os pontos quentes da página
  • Fotografias de alta resolução
  • Textos descritivos do produto  do produto e que aborde alternativas de como consumir e que transmita emoção de consumo

Vitrine

Presencial

  • Importante espaço para atrair clientes. Precisa ser tematizada e gerar significado para o consumidor, além da necessidade de alterações com certa periodicidade.

Virtual

  • Primeira página é crucial para o cliente querer navegar ou abandonar o site, não se pode gerar distração para o cliente. Precisa atrair o cliente, mas, com foco claro. O seu layout poderá influenciar na credibilidade e aceitação do cliente.
  • Precisa mudar os produtos com certa frequência, de acordo com a dinâmica do mercado que você atua e as ofensivas da concorrência.

Experiência de ver e tocar o produto

Presencial

  • O cliente pode tocar e testar o produto, além de ter um vendedor para orientar e tirar as dúvidas. Todos os sentidos sensoriais podem ser explorados.

Virtual

  • Via fotografia e lentes para gerar zoom dos aspectos que o cliente se interesse. As orientações e dúvidas poderão ser tiradas pelo FAQ ou chat online de vendedores.
  • Algumas empresas já estão realizando o recurso de realidade aumentada.

Publicidade

Presencial

  • Ter um cronograma para realizar ações que venham consolidar a marca, estimular a venda de produtos e promover a memorização do cliente. Essas ações poderão ser eventos tematizados, divulgação nas mídias tradicionais (rádio, TV, outdoor, outbus, planfetos, etc) e na internet,  se a empresa tiver um canal de comunicação com os clientes pela web.

Virtual

  • Ter um cronograma para os meios de divulgação online, site de comparação de preço, além de saber inserir tag (palavra-chave) eficazes para gerar tráfego no site. Em alguns casos, realizar divulgação fora da internet.

No próximo artigo e, por último, será sobre os aspectos logísticos e de gestão na área de retaguarda.

Até a próxima semana!

Meios de hospedagem de pequeno porte, você tem um serviço diferenciado?


Um dos grandes diferenciais dos pequenos meios de hospedagem é o relacionamento que a empresa procura ter com seus hospedes. Isso acontece naturalmente nos pequenos meios de hospedagem por conta de sua estrutura e a pequena quantidade de hospedes. Aproveite essa situação e transforme como um diferencial de sua empresa. Um das formas é buscar padronizar algumas informações para não perder de vista a qualidade da abordagem de atendimento.

 

Foto: Conceição Moraes

Então conheça bem o perfil de seus clientes para que você possa padronizar alguns tipos de informações, tais como:

  • O Mapa da redondeza da pousada ou albergue com indicativos de  para de ônibus, mercadinhos, lojas de conveniências, lanchonetes, bares , restaurantes, pontos históricos e outros lugares interessantes na proximidade.
  • Orientações de como chegar nos pontos históricos ou lugares mais procurados pelos hospedes, informando distância, o transporte que ele pode e como utilizar, indicativos de pontos de referência para ele saber que está de fato indo para o lugar certo.
  • Orientações quanto a sua segurança e referência para ter o discernimento do que é seguro ao passear pela cidade ou utilizar qualquer tipo de serviço e transporte.
  • Ter sempre a programação dos eventos da cidade para apoiar os hóspedes na escolha dos diversos tipos de entreterimentos existentes, como por exemplo, shows, teatro, exposições e outros.

Se você tiver isso padronizado, contribuirá na qualidade do seu atendimento, uma vez que a realidade dos pequenos meios de hospedagem tende diversificar o perfil da pessoa que está na recepção. Dessa forma toda a equipe terá como apoiar os hospedes de forma padronizada.

Lembre-se, o perfil de quem fica no atendimento jamais poderá perder a atitude educada, gentil e disponível para contribuir no bem-estar do seu hospede.

Modelo de negócio – análise do ambiente de negócio


Continuando nossa reflexão, conforme o artigo anterior  sobre avaliar uma oportunidade de negócio e especificamente, avaliar estrategicamente um modelo de negócio.

Pode-se fazer uso de quatro áreas estratégicas. A primeira, será explorada neste artigo: Ambiente de Negócio.

O ambiente de negócio poderá ser analisado através de 04 perspectivas: tendências principais, força do mercado, força da indústria e força macroeconômicas.

Conforme a figura a seguir, cada perspectiva influenciará os itens do modelo de negócio.

A seguir será detalhado da perspectiva:

A força do mercado norteará a validação do seu conhecimento do segmento de cliente que você pretende atuar, além de possibilitar de elaborar estratégias mais consistente para atender os principais clientes da potencial empresa.

A análise do ambiente a partir da força do mercado é através de 05 pontos: fatores de mercado, custo de mudança, atratividade de receita, necessidade de demandas e segmentos de mercado.

A partir desses pontos se faz as seguintes reflexões:

Fatores de mercado:

  • O que afeta esse mercado?
  • Qual a tendência desse mercado?
  • Qual o time de mudança desse mercado?

Segmentos de Mercado:

  • Quais os segmentos que estão em crescimento e declinando?
  • Qual o principal segmento?
  • Qual o segmento que está sendo mau atendido?

Necessidades e demandas:

  • Qual a real necessidade os clientes?
  • Onde se encontra as maiores insatisfações?
  • Qual a real demanda do mercado que se pretende atuar?
  • Onde está saturado e onde está em crescimento?

Custo de Mudança:

  • Existe custo para os clientes deixarem de consumir na concorrência e se tornar seus clientes?
  • Existem muitas ofertas similares?
  • Qual o peso da marca na escolha do cliente?

Atratividade de receita:

  • Quanto os clientes estão dispostos a pagar?
  • Existe a possibilidade dos clientes comprarem mais barato do que sua oferta?
  • No mix de produto e serviço, quais itens possuem maior e menor margem de ganho financeiro?

A perspectiva de análise da força da indústria será avaliado a capacidade competitiva da empresa. Os pontos para essa avaliação estão fundamentados nas cinco forças de Potter, como é popularmente conhecido. As reflexões deverão ser feitas a partir dos seguintes pontos: público de interesse, fornecedores, produtos substitutos, concorrentes, fornecedores e novos entrantes.

Concorrentes:

  • Quem são?
  • Quais as vantagens e desvantagens?
  • Como exercem influência junto aos clientes?
  • Qual sua estrutura operacional, financeira e receita?
  • Qual a margem de lucro trabalhada?

Novos entrantes:

  • Quais as facilidades e dificuldades se surgir um empreendimento similar?
  • Quais as possibilidades de abordagem de atuar no mercado?
  • Quais os nichos de mercado que poderão potencialmente ser trabalhado?

Produtos substitutos:

  • Qual a facilidade dos clientes mudarem para o produto substituto?
  • Qual o modelo de negócio convencional que o produto substituto originou?
  • Qual a diferença de preço entre um produto substituto e o que você trabalha?

Fornecedores:

  • Quais os principais fornecedores?
  • Qual o peso de influência dos forncedores sobre a cadeia de valores desse modelo de negócio que se está avaliando?
  • Qual o peso financeiro e sua lucratividade?

Público de interesse:

  • Qual a capacidade de influência e poder de barganha dos principais atores desse modelo de negócio? Tais como: governo, sócios, clientes, funcionários, lobistas, etc.

A perspectiva “Tendências principais” vem contribuir para análise e a possibilidade de se construir estratégias contemplando as tendências. Lembre-se que todas as empresas estão sempre em constante transformação. Os principais pontos para reflexão de tendências são: socioconômicas, tecnológicas, regulatórias, sociais e culturais, conforme a figura a seguir.

Tendências tecnológicas:

  • Quais as ameaças e oportunidades que poderão surgir?
  • O que se vem sendo desenvolvido fora do mercado que se vem atuar?
  • Quais as principais tendências que se estão surgindo?

Tendências regulatórias:

  • Quais os regulamentos e impostos que tendem influenciar no consumo?
  • Quais as legislações e ou regulamentações que poderão ter impacto no seu modelo de negócio?
  • Quais os aspectos restritivos ou de abertura de mercado que poderão quanto as mudanças da legislação virgente?

Tendências culturais e sociais:

  • Quais as mudanças culturais e valores sociais que estão em processo de mudança que terá impacto no modelo de negócio?
  • Qual o comportamento das novas gerações de consumidores?
  • O que poderá afetar o comportamento de consumidor?

Socioeconômicas:

  • Qual a distribuição demográfica da populacão?
  • Qual a tendência da mobilidade das classes sociais e do seu potencial de compra?
  • Qual a estrutura e a distribuição do orçamento familiar dos potenciais clientes?
  • Qual a qualidade de vida e as necessidades emergentes da sociedade?

A perspectiva Força Macro-econômicas vem apresentar o retrato da dinâmica econômica e pública que você não possui controle, mas precisará conhecer, acompanhar e tomar constantes medidas para minimizar seu impacto no seu negócio. Na fase de avaliação estratégica de análise do modelo de negócio, os pontos a seguir irão contribuir para viabilidade do contexto local e a influência global.

A seguir será detalhado algumas reflexões dos seguintes pontos: Situação do mercado global, mercado de capitais, commodities e infraestrutura econômica.

Situação do mercado global:

  • Qual a previsão do PIB – produto interno bruto?
  • O cenário econômico local e global: está em franco crescimento ou em recessão?
  • Como o cenário global poderá afetar no seu modelo de negócio?

Mercado de capitais:

  • Qual a facilidade ou não de se captar recurso financeiro?
  • Existem políticas de insentivo e capital de risco para seu modelo de negócio?
  • Qual o custo de utilizar os recursos de terceiros para o processo de implantação do seu modelo de negócio?

Commodities:

  • Seu modelo de negócio vai atuar em um produto que se caracteriza como uma commodities?
  • Quais as commodities que terão influência no seu custo operacional e ou no seu preço final?

Infraestrutura econômica:

  • No ambiente que se pretende implantar o negócio, como se encontra a infra-estrutura: educação, saúde, transporte, comércio, fornecedores, etc?
  • Qual a infraestrutura pública que possui grande influência para viabilizar seu negócio?

Toda essa trilha traçada contribui para avaliar estrategicamente o ambiente de negócio que  se encontra. Para cada  modelo de negócio deverá ser  observado as questões atuais e a possível periodicidade de mudança, uma vez que vivemos em um ambiente em constante transformação. E dependendo do modelo de negócio a dinâmica de transformação é bastante intensa.

Fonte: Osterwalder(2010)

Concepção de empresa x sustentabilidade


Vendo esta imagem em uma região da Turquia, onde as pessoas compartilhavam a mesma caneca para beber água. Fez me lembrar que em 1907 dois amigos, Moore e Luellen começaram a dispertar a possibilidade de comercializar copos descartáveis para susbstituir as canecas de metal que ficam ou ficavam nas fontes de água pública.

Fotógrafa: Conceição Moraes

Essa idéia só teve seu sucesso consolidade oito anos depois.  O consumo foi estimulado como fonte de prevenção de doenças através de campanhas publicitárias. Atualmente, se consome mais 220 bilhões copos de papel e plásticos são usados no mundo.

No decorrer dos anos muito mais produtos e utensílios foram produzidos para uso de forma descartável. Esse consumo foi estimulado por muitos anos como sendo mais conveniente, mais higiênico, além da economia do tempo.

Atualmente, o “hábito do descarte” está sendo questionado por conta do volume de lixo criado pela sociedade.

Fonte: Revista Bola News

Esse contexto vem a questionar os negócios existentes e os novos empreendimentos. As empresas existentes precisam rever o ciclo de vida de seus produtos e a necessidade de desenvolver a logística reversa.

Os novos empreendimentos do futuro já precisa ser concebido pensando em todas as fases do ciclo de vida do produto e inclusive os resíduos gerados na produção. Ao pensar dessa forma, observa-se novas oportunidades de negócios para trabalhar com subprodutos, agregando valor, gerando longividade nos negócios e rentabilidade para empresa.

Desafio das mídias sociais: ameaça as mídias convencionais ou podem caminhar integrada?


Nas diversas situações de mudanças das pessoas e das organizações existe o medo do desconhecido por conta do sentimento de ameaça gerado do seus status quo.

Agora não se pode esquecer que desde os primordios empresariais as empresas precisam passar por uma fase de desconstrução e reconstrução dos seus propósitos de acordo com o contexto que estão vivendo e do que está por vir.

A partir das experiências na Espanha, segundo o olhar de Julio Alonso(*), vem ocorrendo mudanças no ecossitemas de mídias sociais, tais como:

  • A “vigança dos amadores” que signfica a oportunidade de diversas plataformas na web para publicar projetos e conteúdos de profissonais em geral amadores ou não no que diz respeito da produções de forografias, clips, conteúdos.
  • O enfraquecimentos dos oligopólios de conteúdos.
  • Abundância de conteúdos sejam eles relevantes ou não, mas atendendo a um nicho de mercado.
  • A dieta informativa que vem proporcionando um comportamento mais seletivo das pessoas sobre os canais e conteudo que pretendem dispensar maior atenção.
  •  Mudança comportamental do consumo dos canais de informativos. As pessoas cada vez mais procuram estar atualizadas com o que está acontecendo via online, onde se obtem a informação com maior rapidez e o consume das midias tradicionais continuam, nao como o se manter informada, mas para contextualizar os acontecimentos através das opiniões e interpretações dos efeitos dos acontecimentos.
  • A busca da leitura on line por ter mais acesso a uma produção jornalista mais especializado com a temática, diferente das midias tradicionais que possuem uma equipe jornalista que promvem a informacao de forma generalizada.

Todas essas questões constatam mudanças que estão ocorrendo no meio de comunicação e na sociedade. Essas mudanças poderão gerar oportunidades de negócios neste meio e uma necessidade de buscar novas abordagens nas mídias tradicionais.

(*)Fundador e diretor geral da Weblogs LS, empresa líder em weblogs da Europa e da América Latina e a maior empresa de mídia online espanhola.

Como ter foco nas decisões da sua empresa?



Antes de tomar uma decisão, você analisa a repercussão nas diversas áreas da empresa? O método chamado Balance score card vem contribuindo na dinâmica do planejamento estratégico das empresas e o alinhamento das decisões empresariais com o objetivo de não perderem o seu foco.

Quando uma empresa possui definidos visão, missão, valores, princípios e estratégias a curto, médio e longo prazo; ajudará para que cada tomada de decisão seja avaliada a partir dos seguintes aspectos:
•financeiro
•processos internos
•aprendizado e crescimento
•mercado

Esses aspectos transformam-se em dimensões para classificar as estratégias definidas, criar uma sistemática de medicão de resultados.

A partir da visão e das estratégias previamente definidas, deve-se observar:

•As acões irão otimizar e alavancar financeiramente a empresa?

•Os processos operacionais precisam ter melhorias para atingir os resultados almejados?

•A empresa possui um ambiente de aprendizado e crescimento, para que todo corpo funcional possa assumir as devidas atividades e contribuir com visão e estratégias da empresa?

•A situacão atual almejada, quanto à participacão da empresa no mercado e à satisfacão do cliente, estão alinhadas com a visão da empresa?

Essas reflexões precisam ser constantemente feitas para monitorar a conducão da empresa e para não perder o seu foco.

Esse método contribui para sistematizar a gestão de forma sistêmica, deixando a visão míope de só observar os aspectos financeiros da empresa.

(Fonte: Norton e Kaplan)

Mundo digital: uma alternativa para sua empresa


O mundo digital há várias possibilidades de gerar negócios e mostrar sua empresa para o mundo. – É um mundo sem fronteira!

No Brasil e no mundo já existem vários eventos, livros e manuais virtuais que discutem sobre software livre e redes sociais. O questionamento é se as pequenas empresas, em geral, já despertaram para oportunidade de utilizá-las com o objetivo de tornarem conhecidas, ampliarem seu mercado, além de construírem relacionamentos com clientes.

Para utilizar bem essas ferramentas é preciso que as empresas estejam dispostas para ouvir a opinião dos clientes sobre a empresa e seus produtos. Essa disposição contribuirá para aprimorar seus produtos e serviços, além de ser uma bela oportunidade de se ter uma pesquisa qualitativa com seus clientes ao construir esse canal de comunicação. Escolher as ferramentas e redes sociais, tais como blogs, twitter, orkut, facebook, linkedin, youtube, videolog, flicks, slideshare,digg, delicious, googlemaps e tantas outras; faz necessário brifar o mercado que se quer atingir.

É necessário detalhar o perfil de clientes: gênero, idade, estilo de vida, renda e outros aspectos que definam o cliente de seus produtos.

Depois, defina quais os objetivos para utilizar as ferramentas gratuitas do mundo virtual, como por exemplo, divulgar produtos e serviços, indicar localização da empresa, construir relacionamento com clientes, testar produtos a serem lançados, pesquisar opinião e sugestões dos clientes, etc. – Para cada objetivo, existirá uma ferramenta ideal, de acordo com o perfil do seu cliente. Não deixe passar a janela da oportunidade de sua empresa estar presente e torná-la conhecida neste mundo sem fronteira.

Como as pequenas empresas estão se preparando para lidar com as novas gerações de clientes?


Como Bob Dylan expressou: “Existe alguma coisa acontecendo aqui, mas não sei o quê?”

O comportamento do consumidor, o comportamento organizacional, em fim a sociedade está em processo de mudança. As novas gerações de consumidores gostam de inovação, querem ser co-autores das invenções e serem os seus promissores. Possui baixa tolerância a lentidão de processos e não conseguem viver sem tecnologia – a internet faz parte de suas vidas como para o lápis, a caneta, o telefone fixo, as cartas faziam parte na vida diária das antigas gerações. Começamos a ver notícias dessa mudança quando olhamos algumas estatísticas como por exemplo:

  • O crescimento de 10% do uso da internet no mês de julho de 2009, esse aumento representa 36,4 milhões de usuários (IBOPE Nielson).
  • Um jovem chamado Mark Zuckerberg, criador do facebook, que vale em torno de 10 bilhões de dólares.
  • A eleição de Obama com o uso de ferramentas tecnológicas para se comunicar com um público, até então, ausente na política…
  • A criação de negócios e uma economia virtual acontecendo no Second life.
  • E outras notícias que se você procurar, acha…. e pode até passar a impressão de que é brincadeira ou “game”, mas tem gente ganhando dinheiro com isso…

O comportamento organizacional, tem mudado, já se fala do poder das instituições sem organização. As pessoas trabalhando gerando a circulação de recursos financeiros harmonicamente sem ter espaços físicos estruturados e regras formais. Algumas empresas que já mudaram seu processo de seleção e captação de competências para poder reagir neste mercado. Estratégias usadas no mundo real, perdendo sua eficácia no mundo virtual. O poder está na rapidez de tomar decisões e gerar conhecimentos ao mesmo tempo em que há uma atuação colaborativa entre os membros dessa empresa.

A sociedade está vivendo cada vez mais duas vidas: a real e a virtual. O que mostra no mundo real que é o isolamento e o aumento da privacidade das pessoas, na vida virtual é o contrário, as pessoas expõem suas vidas e sentimentos em redes sociais, como orkut, facebook, flick, unyk, plaxo, linkedIn, blogs, msn, second life e por outros meios de software na internet. Um verdadeiro paradoxo! Clay Shirky, já diz que não acontece revolução quando a sociedade adota novas tecnologias, mas quando a sociedade adota novos comportamentos.

As pequenas empresas precisam acordar para essa revolução, pois ela veio para ficar e sua competitividade dependerá de suas ações nesse novo mundo e comportamento….