Avaliação de ponto comercial, Comportamento do consumidor, Gestão empresarial, Marca, Mercado, Modelo de negócio, Mundo virtual, Oportunidade de negócio

No novo sentido de ser do varejo


desafio

Com as mudanças do comportamento do consumidor, o avanço tecnológico nos negócios e na vida das pessoas; vem gerando uma verdadeira revolução no pensar estratégico quanto a finalidade e a importância do ambiente físico do varejo.

O avanço das mudanças nas estratégias dos pontos comerciais vem forçando  a mudanças para sobreviver, principalmente nos segmentos que mais se vende no comércio eletrônico e outros que possuem uma visão de vanguarda.

O comportamento dos consumidores estão dando relevância para o varejo que promova novas abordagens de relacionamento e uso inovador do ambiente.

Exemplos dessas estratégias que proporcionem:

– promover experiências com o produto e ou no ambiente

– encontros sociais

– centros de conhecimento, aprendizagem e informação

– locais de recreação

– locais de relaxamento

O empresário para aplicar alguma dessas estratégias precisa conhecer os seus clientes e o comportamento de consumo dos produtos que comercializa. A partir desse conhecimento. Se poderá escolher uma abordagem mais coerente para gerar interação com os clientes e seus amigos. Seja coerente e original para ganhar legitimidade a adesão dos clientes a sua proposta!

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Comportamento do consumidor, Cultura Organizacional, Estratégias, Mercado, Merchandising, Mundo virtual, Oportunidade de negócio

Sua empresa atende mais de uma geração de clientes?


Se sua resposta foi um sim, sem qualquer hesitação. Então, você vivência um grande desafio, pois os critérios de escolha, abordagem de atendimento são completamente diferente para cada geração.

Um exemplo para ficar mais claro seria de uma empresa que comercializa produtos e serviços que você tem consumidores e ou compradores que fazem parte de pelo menos 03 gerações, tais como,  os avós, os pais e filhos.

Gerações de consumidores
Gerações de consumidores

Os avós precisam de total atenção, atendimento bastante educação, orientação e explicação sobre o produto e como melhor consumir.

Os país, muitas vezes, priorizam, exatidão nas respostas sobre o item que estão comprando, alternativas de pagamento, informações quanto ao custos e benéficios, além de objetividade com educação.

Os filhos querem saber se sua empresa está conectada nas redes sociais, possui WIFI na loja, querem rapidez nas repostas e trocas de experiências de consumo.

Diante deste cenário, a empresa precisa preparar o ambiente físico para que possa gerar pontos de identificação mesmo que essa identificação seja lembranças do passado mas atualizada para nova geração de consumidores.

Ter canais de comunicação que atenda cada geração com sua própria linguagem, ter estratégias de engajamento e construção de relacionamento com cada cliente.

Outra peça importante é a qualificação das pessoas que venham trabalhar nas suas empresas. Os funcionários são fundamentais para dinamizar essa abordagem de atendimento, além de ter a capacidade de dar vida e dinâmica ao seu ambiente de atendimento. Por isso, não economize na qualificação dos funcionários pois eles poderão ser a chave para afetividade do seu seu diferencial na proposta de seu empreendimento.

Pense e reflita como você está se relacionando com os clientes!

Comportamento do consumidor, Diferencial estratégico, Mercado

O poder do consumidor


Sempre se escuta falar de que devemos conhecer nossos clientes, mas será que os conhecemos realmente? Será que compreendemos o poder que eles possuem em nas empresas?

Alguns estudiosos começaram a investigar o poder do consumidor e criaram 03 modelos para tentar explicar sua capacidade e sua abordagem comportamental. Os modelos são:

(1) o modelo de soberania do consumidor;

(2) o modelo de poder cultural, e

(3) o modelo de poder discursivo

Quando se tenta conceitualizar a soberania do consumidor, procura-se observar seu poder de boicotar uma empresa ou um segmento por complete, sua capacidade de maximizar o consumo perante os custos, movimentos consumistas e outras situações em que as regras são ditadas pelos consumidores de forma explicita e implicita.

O poder cultural atua criando barreiras ou aceitação de produtos e serviços, quando se fala de cultura, contempla-se desde da história e atualidade de regimes politicos, situações geográficas, a sociedade em que o consumidor está inserido. Nesses casos, faz necessário, estudar todos os aspectos culturais para que se possa elaborar uma estratégia que leve a aceitação do produto naquele mercado.

O poder do discurso surge no dia-a-dia nos grupos sociais, estilos de vida, principalmente a peça fundamental dos formadores de opnião no mercado convencional e os defensores de marcas, no mercado virtual. O depoimento de um cliente sobre o consumo de um produto ou serviço, em alguns casos, abre ou fecha-se portas.

Diante do exposto, a atividade em que sua empresa atua está mais vulnerável em que modelo de poder?

Essa resposta é fundamental para se zelar e escolher estratégias certas para conquistar, respeitar e construir um relacionamento com seus clientes, pois eles tem o poder!

 

Fonte: Denegri-Knott et al., 2006.

Comportamento do consumidor, consumo de luxo, consumo simbólico

Consumo de luxo


Refletindo sobre o conjunto de valores e significados presentes no consumo de luxo. Observa-se que a forma  de consumir da sociedade, retrata seus valores, culturas, rituais e significados que são compartilhados socialmente (BAUDRILLARD,1981).

O consumo não acontece de forma isolada, são vistos em forma de produtos e serviços por todos (SOLOMON, 1983). A moda, por exemplo, é uma forma de gerar a socialização dos significados, apesar de sua complexidade, pois os produtos adquiridos são uma das formas de interligar as pessoas a determinados grupos sociais. Pode-se destacar quatro níveis de interligação do produto com o indivíduo: o primeiro seria, com ele mesmo (self); segundo, com os familiares; terceiro, com a comunidade; e quarto, com os grupos (BELK, 1988).

Diante deste contexto o consumo de luxo é analisado em quatro dimensões: funcional, cultural, simbólica e social (ALLERES, 1999) que vão configurar os significados que possam gerar o status, meio de distinção e reconhecimento social no processo de socialização (STREHLAU, ARANHA, 2002).

O universo de luxo no Brasil é marcado pela dimensão funcional quanto à qualidade intrínseca do produto, simbólico quanto ao hedonismo e a aparência pessoal; e pela dimensão social quanto à busca de prazer e status das pessoas (D’ANGELO, 2004). A partir dessa compreensão das dimensões do consumo de luxo brasileiro, muitas empresas poderão buscar adquirir o rótulo de artigo de luxo, explorando as dimensões configuradas no consumo brasileiro.

E se a estratégia de atuação de seu empreendimento tem foco no consumo de luxo, como anda sua estrutura logística e suporte pós-vendas para  seus clientes?

 

Fonte: Dissertação – Valores e significados do consumo de produtos de luxo, André Cauduro D’Angelo (UFRGS, 2004)

Comportamento do consumidor, consumo simbólico

Comportamento Simbólico: consumo e socialização


Lendo um artigo sobre o consumo simbólico, pode-se observar os seguintes insight…

O reconhecimento do valor simbólico dos produtos, serviços, marcas e lojas favorece a relacionamento dos mesmos com os valores individuais das pessoas, permitindo o indivíduo se socializar e se ajustar à sociedade (MIRANDA et al.). Para ser um símbolo é necessário ser entendido e compartilhado por um determinado grupo, gerando um referencial consciente. Os atributos simbólicos de um produto revelam como a sua posse ou seu uso associa o consumidor a um grupo, a um papel ou à sua auto-imagem (HAGIUS e MASON, 1993). Segundo McCracken (1986), há duas funções dos símbolos em relação ao comportamento do consumidor: a melhoria da eficiência e soma de prazer às atividades de consumo. Essas funções ajudam ao consumidor a definir o seu papel, sua auto-imagem e obter a performance desejada (SOLOMON, 1983). Além do consumo simbólico é um meio de socialização, não se pode deixar de levar em consideração, as transferências de significados que advém da propaganda, do design do produto até o ritual de presentear as pessoas em que os presenteadores estão transferindo significados. O significado de um objeto é derivado dos atributos e características de performance que os indivíduos acreditam que o objeto possua, não sendo, porém, totalmente inerente ao objeto por si mesmo, mas sim formado através da interação entre o indivíduo, o objeto e o contexto (KLEINE e KERNAN, 1991). Diante do contexto, os consumidores compram produtos para obter função, forma e significado. Os profissionais de marketing devem considerar estas três variáveis e como elas são definidas no contexto cultural de consumo (ENGEL et al., 1995).

Fonte: Artigo – Symbolic Behavior: Consumption and Socialization (MIRANDA; PEPECE e MELLO,___)

Comportamento do consumidor, Memória

Usando a memória infantil para obter insight nos significados das marcas


Lendo o artigo “Using Childhood Memories to Gain Insight into Brand Meaning“ de Braun-La Tour e Zinkhan (2007), identifiquei que ele procura rever a lógica de conectar ou reconectar as recordações mais antigas e recordações cristalizadas que afetam na tomada de decisão para identificar  insight’s nos significados das marcas ou produtos para três gerações de consumidores de automóveis. Neste contexto, a pesquisa procura respostas sobre o que os consumidores e suas recordações passadas podem revelar sobre o significado das marcas, utilizando a memória autobiográfica para identificar o autoconceito de si (BADDLELELY, 1988; BRUNER, 2003; NEISSER;1981) e obter informações contidas na memória autobiográfica que se refere a marcas ou produtos (HEBRIDGE,1988; OLSEN,1995) para identificar as experiências do seu tempo de vida que carregam significados (BRUHM, 1990; COHEN, 1989). As experiências mais distantes e mais repetitivas tornam-se mitos e revelam significados simbólicos (BRUHM, 1990,1992; SINGER e SALOVEY,1993; ZALTMAN,2003). Alem dos instrumentos ZMET(Zaltman Metaphor Elicitation Technique), TAT (Teste de Apercepção Temática), e focus group.

memoriaDe acordo com os resultados a geração X, sua infância não foi boa diante de divórcios, mas suas recordações antigas eram de alguma coisa que estimavam. O carro era como o mito do herói masculino, protegendo de alguém ou de alguma coisa. Foi encontrado forte relacionamento entre as recordações mais antigas e suas atuais escolhas de carro. Algumas gerações que estavam construindo suas famílias, ficavam distante a possibilidade de adquirir carro esporte e compravam carros compatíveis a família. A geração baby boomers eram mais influenciadas pelas recordações cristalizadas de episódios acontecidos, são propensos a carros esportivos. Eles consideram-se mais agradáveis e estimados de que as outras gerações e foi identificada a presença da síndrome de Peter Pan. Já geração silenciosa e a mais intrigante, seu esforço não era para a família ou para um carro esporte, mas a escolha do carro era pela preferência de praticidade e pela aquisição de status. Suas vidas eram paralelas ao crescimento, sofisticação e transformação do carro que aspiram o melhor do momento. Outros condenavam a extravagância pelo status e buscavam a praticidade.

A pesquisa conclui que o tempo entre as experiências das recordações mais antigas e as recordações cristalizadas são similares e diferentes que definem as gerações, sugerindo uma estratégia de comunicação segmentada, alguns aspectos da natureza e vida permanece inalterada em que anseiam por uma vida melhor para seus filhos, encontrar a felicidade.

E por fim, a diferença no significado simbólico está apegada a essas memórias e aos pontos de referência dos eventos associados a elas, permitindo o direcionamento da memória coletiva das diferentes gerações.

Fonte:  BRAUN-LA TOUR, K.A.;  ZINKHAN, G.M. Using Childhood Memories to Gain Insight into Brand Meaning .  Journal of Marketing, vol.71, p. 45-60, april, 2007